e-revista Brasil Energia 506

Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 31 O diretor-superintendente da WEG Energia, João Paulo Gualberto, observa que essa transformação decorre da própria mudança da matriz elétrica. Sistemas historicamente apoiados em grandes usinas hidrelétricas e térmicas contavam com máquinas síncronas de grande porte, cujas massas girantes forneciam naturalmente inércia à rede. Diante de uma perturbação, essa energia cinética ajuda a conter mudanças bruscas de frequência e dá tempo para que outros controles do sistema respondam. A geração solar, por sua natureza, não oferece essa inércia física, enquanto a crescente participação de fontes conectadas por inversores modifica a dinâmica da rede. Gualberto aponta que sistemas elétricos de diversos países combinam hoje a entrada maciça de renováveis com equipamentos e redes que, em alguns casos, têm 40, 50 ou 60 anos de operação, aumentando a necessidade de reforços voltados à estabilidade. É nesse cenário que os compensadores síncronos ganham protagonismo. O equipamento funciona, de forma simplificada, como um grande gerador sem a turbina que produziria eletricidade. Sua massa permanece girando conectada ao sistema e pode fornecer ou absorver energia cinética durante perturbações, ajudando a conter variações de frequência. Também contribui com potência de curto-circuito, tornando eletricamente mais forte o ponto da rede onde está instalado. A WEG produz compensadores síncronos de grande porte no Brasil há cerca de 15 anos, inicialmente para projetos do sistema de transmissão nacional. Gualberto explica que o equipamento ajuda a conter variações bruscas de frequência durante os segundos necessários para a atuação dos demais recursos do sistema, aumentando a resiliência da rede. LT São José do Rio Preto–Catanduva: recondutoramento de 49,3 km de circuito duplo feito com cabos termorresistentes ACFR, que podem operar a temperaturas mais elevadas que os condutores convencionais

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