e-revista Brasil Energia 506

32 Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 Especial de Capa Transmissão Respostas para a estabilidade O compensador síncrono é apenas uma das alternativas. O vice-presidente de Grid Solutions da Siemens Energy na América Latina, Filipe Formiga, destaca que a escolha depende do problema que precisa ser resolvido. Quando o sistema necessita de inércia e maior potência de curto-circuito, máquinas síncronas apresentam vantagens. Quando a necessidade principal é controlar dinamicamente a tensão e a potência reativa, entram em cena soluções estáticas baseadas em eletrônica de potência. Entre elas estão os Statcoms, integrantes da família Facts — sistemas flexíveis de transmissão em corrente alternada. Diferentemente do compensador síncrono, o Statcom utiliza eletrônica de potência para responder rapidamente às variações da rede, injetando ou absorvendo potência reativa para controlar a tensão. Formiga aponta como vantagens uma operação mais simples e menor necessidade de manutenção, embora ressalte que a decisão entre as tecnologias depende das características de cada ponto do sistema. O diretor de vendas e marketing da Hitachi Energy, Fábio Nugnezi, também identifica uma tendência de crescimento dessa aplicação no Brasil. Segundo ele, o Statcom é uma evolução dos compensadores estáticos SVC já instalados no sistema brasileiro, oferecendo desempenho superior e capacidade de exercer diferentes funções de suporte à rede. A substituição gradual de equiCompensador síncrono da WEG: equipamento ajuda a conter variações de frequência e contribui com potência de curto-circuito, tornando eletricamente mais forte o ponto da rede onde está instalado. Foto: Divulgação/WEG

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