e-revista Brasil Energia 506

Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 33 pamentos mais antigos por Statcoms deverá abrir uma frente adicional de demanda à medida que componentes dos SVCs se tornem obsoletos. A Hitachi Energy prevê fornecer o primeiro Statcom da companhia com tecnologia VSC e topologia MMC a ser implementado no Brasil por meio de um leilão de transmissão. A evolução seguinte combina eletrônica de potência, armazenamento de curta duração e novos sistemas de controle. A Siemens Energy trabalha também com o Statcom FS (Frequency Stabilizer), que associa supercapacitores ao equipamento para contribuir para a estabilização da frequência e fornecer inércia. Segundo Formiga, a tecnologia ainda não tem instalações no Brasil e seu primeiro projeto mundial foi energizado na Alemanha. Uma possível aplicação são pontos que concentram cargas muito elevadas, como data centers e grandes instalações industriais. Diferentemente do padrão histórico do sistema brasileiro, no qual a eletricidade percorre grandes distâncias entre centros de geração e consumo distribuído, essas instalações podem representar blocos de demanda concentrados em um único ponto. Para Formiga, tecnologias de resposta rápida poderão ajudar a corrigir perturbações provocadas por esse novo perfil de carga. Ainda será necessário, porém, definir regulatoriamente em que situações a solução deverá ser instalada pela transmissora ou pelo próprio consumidor. Outra tendência é o avanço dos controles grid-forming. Nugnezi explica que um Statcom com essa tecnologia pode se comportar, no ponto de conexão, como uma fonte de tensão controlável e responder a distúrbios em milissegundos, favorecendo sua operação em redes eletricamente mais fracas. A Hitachi Energy combina esse controle com supercapacitores em sua solução SVC Light Enhanced, produzindo o efeito de inércia sintética. A companhia também aplica grid-forming a sistemas de armazenamento por baterias e prevê maior utilização desse tipo de controle na infraestrutura de suporte à transmissão brasileira. Mais potência nos ativos existentes Nem toda inovação, porém, está direcionada a acrescentar recursos de estabilidade. Uma segunda vertente procura controlar melhor os fluxos e transportar mais energia pela infraestrutura já construída. A transmissora ISA Energia Brasil colocou em operação na Subestação Ribeirão Preto (SP) um exemplo dessa estratégia: um sistema Facts do tipo SSSC, sigla em inglês para compensador série síncrono estático. Diferentemente de um Statcom, voltado principalmente ao controle de tensão e potência reativa, o equipamento atua sobre o fluxo nas liQuem é fonte nesta matéria YEEWAN JOSHI OTERO, gerente-executivo de Estruturação e Execução de Projetos de Reforços e Melhorias da Isa ANDRÉ FREGOLENTE, consultor sênior da Octave

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