e-revista Brasil Energia 506

34 Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 Especial de Capa Transmissão nhas, permitindo redistribuir a energia entre circuitos. O gerente-executivo de Estruturação e Execução de Projetos de Reforços e Melhorias da empresa, Yeewan Joshi Otero, explica que a tecnologia direciona os fluxos para rotas menos congestionadas e aproveita melhor os ativos existentes. Em Ribeirão Preto, a solução eliminou limitações de demanda e ressalvas impostas às distribuidoras locais, permitindo atender aproximadamente 250 MW por meio da redistribuição dos fluxos, sem necessidade de aumentar a capacidade física das linhas. A rapidez de implantação foi um dos fatores para a escolha. Segundo Otero, o SSSC pode ser instalado em até 16 meses depois da autorização e apresenta características de modularidade e mobilidade, podendo ser realocado para outro ponto da rede. Em Ribeirão Preto, a primeira etapa responde a uma necessidade emergencial enquanto são executadas obras estruturantes. A segunda fase, permanente, será instalada nas subestações de Votuporanga e São José do Rio Preto, com conclusão prevista para 2027. Outra tecnologia Facts citada por Formiga, da Siemens, também atua no melhor aproveitamento das linhas: os bancos de capacitores série. Instalados em circuitos existentes, eles permitem aumentar a transferência de potência sem a implantação de uma nova linha. A Siemens Energy fabrica integralmente esses sistemas no Brasil. Novos cabos, mesmos corredores A busca por maior capacidade nos ativos existentes chega também aos próprios condutores. Na linha de 138 kV São José do Rio Preto–Catanduva, a ISA Energia Brasil está concluindo em novembro deste ano o recondutoramento de 49,3 quilômetros de circuito duplo com cabos ACFR, formados por alumínio SVC Light instalado no Egito: Hitachi prevê fornecer o primeiro STATCOM com tecnologia VSC e topologia MMC no Brasil por meio de um leilão de transmissão Foto: Hitachi Divulgação

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=