40 Brasil Energia, nº 506, 2 de setembro de 2026 As Lideranças Empresariais Talita Porto, Abrate maior flexibilidade operativa, sistemas de armazenamento estrategicamente alocados e uma sinalização correta de preços e tarifas. Veja os principais destaques da entrevista: Segurança jurídica nas renovações Das 168 concessões de transmissão que expiram até 2042, a Abrate defende que todos os contratos assinados até 2019 têm direito à indenização dos ativos originais ainda não depreciados ou amortizados, com base na Lei 8.987/1995. Porto classifica o equilíbrio econômico-financeiro, a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória como fundamentais para preservar a confiança dos investidores e, consequentemente, sustentar a expansão da rede por meio de novos leilões. Cargas eletrointensivas O avanço de data centers e projetos de hidrogênio impõe ao planejador — EPE e ONS — o desafio de equilibrar a entrada dessas cargas com a expansão da geração renovável, concentrada majoritariamente no Nordeste. Porto avalia positivamente o PNAST por organizar a fila de acesso à rede, mas defende buscar formas de otimizar o prazo de cerca de dez anos entre a concepção e a entrada em operação de uma linha de transmissão. Resiliência climática e PD&I Em resposta aos eventos climáticos extremos, as transmissoras estão investindo pesado em redes inteligentes para recomposição rápida e prevenção. O Instituto Abrate vai aportar R$ 5 milhões, com início previsto entre setembro e outubro, para desenvolver ferramentas de análise de dados voltadas a aumentar a resiliência do sistema. A associação também considera necessária uma adequação regulatória para lidar com eventos extremos e seus impactos sobre as concessões. Curtailment e sinal de preço Para a executiva, o corte de geração renovável é um problema sistêmico que não se resolve apenas com expansão da transmissão. A solução passa por sinalização tarifária mais clara para o consumidor, maior flexibilidade operativa e armazenamento bem coordenado com o perfil de geração de cada região. Sucesso dos leilões de transmissão O modelo atrai pesado capital, somando R$ 92 bilhões em investimentos desde 2022, com o próximo certame estimado em quase R$ 9 bilhões. Com deságios frequentes entre 40% e 50%, a entidade defende preços-teto justos e prazos de construção razoáveis, destacando que 86% dos empreendimentos entram em operação no prazo estipulado ou antecipadamente. Assista a entrevista na íntegra aqui:
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