e-revista Brasil Energia 506

56 Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 série AMAZÔNIA & ENERGIA quanto a Região Norte possui poucas empresas e menor disponibilidade de profissionais especializados. O desequilíbrio aumenta custos e dificulta a instalação e a manutenção em comunidades remotas. O custo médio dos serviços de integração, estimado em R$ 1,67/Wp para a geração distribuída conectada à rede no país, pode chegar a R$ 5,09/Wp nos sistemas autônomos da Amazônia. Para o Iema, a criação de centros regionais de distribuição de componentes, de formação de mão de obra e de centros de manutenção poderia reduzir essas barreiras. O instituto também recomenda a organização de uma base pública com dados georreferenciados sobre comunidades sem eletricidade e sistemas já instalados. Hoje a ausência de informações estruturadas impede o acompanhamento preciso da expansão dos sistemas fora da rede e faz com que parte relevante da energia solar amazônica permaneça invisível nas estatísticas convencionais. Além dos desafios logísticos, o avanço dos sistemas autônomos exige planejamento para a substituição e a destinação de equipamentos, com sistemas de logística reversa. Dependendo da capacidade dos sistemas e do tipo de bateria utilizado, o Iema estima que o programa federal pode demandar mais de 3 milhões ou até 12 milhões de equipamentos ao longo de sua vida útil. As baterias de chumbo-ácido exigem reposição mais frequente, enquanto as de íon-lítio apresentam maior durabilidade, mas ainda contam com uma cadeia de reciclagem menos estruturada no país. Ao final da vida útil, os sistemas implantados pelo Mais Luz podem gerar entre 71 mil e 237 mil toneladas de resíduos de módulos, inversores e baterias. O volume é especialmente desafiador porque a logística reversa é praticamente inexistente na região. O estudo identificou esse serviço em apenas 58 dos 808 municípios da Amazônia Legal. Na Região Norte, somente 40 municípios contavam com coleta seletiva, dos quais 26 realizavam atendimento porta a porta. Limites da Centralizada Enquanto os sistemas isolados e a GD ampliam o acesso à eletricidade em pequenas cargas espalhadas pela região, a expansão da GC segue uma lógica distinta, concentrando-se em áreas Foto: Divulgação/Energisa

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