64 Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 série AMAZÔNIA & ENERGIA equipamentos e combustíveis são transportados, mas também o próprio desenho tecnológico dos projetos. Equipamentos menores, armazenamento distribuído, estoques maiores e sistemas híbridos passam a fazer parte de uma estratégia de adaptação às características da região. Amazônia Energy e a logística do GNL A Amazônica Energy prepara-se para desbravar o mercado do Amazonas com o GNL, com o início da operação em 2028. A companhia está bastante motivada pelos atributos do gás em relação ao diesel; o GNL é mais barato, reduz em 30% as emissões de GEE e não é cobiçado pelas quadrilhas de piratas. A Amazônica receberá, a partir de 2028, volume inicial de 100 mil m3/dia de gás em sua base de Iranduba, município da Região Metropolitana de Manaus, podendo aumentar sua demanda do gás de Urucu até 500 mil m3/dia, de acordo com a evolução do projeto. No projeto da Amazônica, a logística também é parte da espinha dorsal. A companhia deverá iniciar o suprimento de GNL com caminhões que carregam tanques criogênicos e, para alguns clientes, os caminhões deverão ser embarcados em balsas para atingirem o destino. Mais à frente, quando a demanda se intensificar, a companhia utilizará comboios de balsas de calado raso, que conseguem navegar em profundidades de até 2 metros. “Esse tipo de balsa será o nosso padrão, contando com a possibilidade de aliviar ligeiramente a carga nas secas, para preservar a segurança na navegação”, disse Marcelo Araújo, CEO da Amazônica. Outra restrição para a atuação da Amazônica são as regiões distantes servidas por rios de calado raso, que demandam estocagem de até 60 dias. Volumes pequenos não atendem e o tempo longo sujeita o estoque à evaporação. Para o transporte do GNL, as balsas contarão com dois modelos de tanques. Para entregas de cargas menores para regiões distantes, a opção será utilizar ISO contêineres instalados nas balsas. Para cargas maiores, destinadas a clusters, serão adotados tanques com duplo casco isolado a vácuo, também embarcados nas balsas. n Sistema híbrido da Aggreko na Amazônia: eventos climáticos extremos registrados nos últimos anos têm produzido custos adicionais Foto: Divulgação/Aggreko
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