Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 63 dos rios ao longo do ano. Na estiagem, o recuo das águas pode deixar as balsas quilômetros distante dos pontos de desembarque. O resultado é uma operação marcada por lama, dificuldades de acesso e impossibilidade de realizar determinados descarregamentos. Já durante o período de chuvas, quando o nível dos rios favorece a navegação, surgem outros obstáculos. A execução de obras civis e a instalação dos equipamentos podem ficar mais difíceis em razão das condições do terreno. “Consigo chegar à localidade porque o rio está alto, mas vou ter dificuldade para colocar o equipamento dentro do site, da parte de obra civil associada”, contou Saito. Depois da implantação, a logística continua sendo questão central. Além da movimentação de equipamentos e da eventual substituição de motores, um dos principais desafios é garantir o fornecimento de combustível. A Aggreko usa balsas preparadas para servir às localidades com transferências de combustíveis por meio de tubulações. Mas depende do nível dos rios. Quando a seca impede a aproximação da balsa, recorre-se à extensão das mangueiras até onde é possível ou à criatividade. Durante a grande estiagem de 2024, a situação exigiu operações adicionais de transbordo. “Foi bastante desafiador”, resumiu o executivo, ao lembrar dos transbordos sucessivos, de embarcações maiores para menores, realizados durante a seca daquele ano. Nesse cenário, sistemas híbridos tornam-se mais confiáveis do que os 100% a combustível. O próprio BESS também funciona como “colchão” da opção fotovoltaica, em uma região onde a presença constante de nuvens gera muita oscilação na geração. A logística na Amazônia, portanto, influencia não apenas a maneira como
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