e-revista Brasil Energia 506

62 Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 série AMAZÔNIA & ENERGIA maiores atracassem. As mercadorias seguiam, então, em balsas para a capital amazonense. Para esse ano, a previsão de ocorrência de um super El Niño já está causando preocupação. O governo do Estado do Amazonas decretou, em junho último, em caráter preventivo, Estado de Emergência Climática e Ambiental, considerando as expectativas de manifestações de um super El Niño, até o primeiro semestre de 2027. Para o professor Rocha, a questão vem sendo deixada em segundo plano pelas autoridades, principalmente do Executivo federal, apesar da crescente gravidade das manifestações do clima sobre a logística local. Ele lembra que, na última seca, uma das medidas adotadas, a dragagem do leito de rios, em sua opinião não resolve o problema. “É preciso estudar o problema e tomar decisões que proporcionem soluções”. Aggreko: logística na construção e na operação Os desafios que o transporte hidroviário impõe às operações das empresas de energia estão presentes tanto na implantação dos projetos quanto durante a operação das usinas. O diretor Saito explica que muitas das estruturas que servem como portos nas localidades amazônicas não possuem infraestrutura convencional para receber e movimentar equipamentos de grande porte. Em alguns casos, os próprios guindastes utilizados para o desembarque precisam ser transportados nas balsas para permitir o descarregamento dos equipamentos. As limitações logísticas acabam influenciando até mesmo a escolha da tecnologia empregada nas usinas. Sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) de grande porte, comuns em projetos de escala utility, podem se tornar inviáveis em determinadas localidades devido ao peso e ao volume dos equipamentos, segundo Saito. Ele explica que, para contornar o problema, a empresa precisou recorrer, em um de seus projetos, a equipamentos menores, originalmente destinados a aplicações comerciais e industriais, mas adaptados com inversores e requisitos necessários para utilização em escala de serviço público. A estratégia inclui a combinação de diversos sistemas menores colocados em paralelo para atender à demanda de uma determinada localidade. O planejamento logístico também precisa considerar o comportamento Quem é fonte nesta matéria AUGUSTO CESAR BARRETO ROCHA, professor associado da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) CRISTIANO LOPES SAITO, diretor de Vendas Utilities e Data Centers da Aggreko MARCELO ARAÚJO, CEO da Amazônica

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