e-revista Brasil Energia 507

Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 21 Presidente da associação, Márcio Félix, propõe unificar em lei os incentivos a campos maduros e áreas marginais, defende avanço da atividade em reservatórios não convencionais e pede regras proporcionais para áreas de baixa produção | POR ROSELY MAXIMO | Abpip quer dobrar recuperação de óleo em campos maduros A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip) defende a criação de uma política pública permanente, consolidada em lei, para viabilizar a revitalização de campos maduros e áreas de economicidade marginal no Brasil. Para o presidente da entidade, Márcio Félix, estimular o aumento do fator de recuperação dos reservatórios, dos atuais 20% para 40%, embora desafiador, poderia representar a extração de um volume equivalente a tudo o que já foi produzido sem a necessidade de novas descobertas. Em entrevista ao programa As Lideranças Empresariais, da Brasil Energia, Félix afirmou que a proposta busca unificar os incentivos hoje dispersos para campos maduros e acumulações marginais. Segundo ele, o PL 3652/2026, em tramitação no Senado, cria essa política e ainda inclui o conceito de microcampo. O executivo também abordou a exploração de recursos não convencionais, atividade que, se autorizada, pode repetir nas bacias terrestres brasileiras o movimento que devolveu aos Estados Unidos a liderança mundial na produção de petróleo, com as bacias do Parnaíba e do Recôncavo entre as candidatas a projetos-piloto. A entrevista tratou ainda da regulação do pré-sal, da nova lei do gás, do licenciamento ambiental, do descomissionamento e da reforma tributária. Félix defendeu a revisão do polígono do pré- -sal para permitir que áreas sem viabilidade no regime de partilha migrem para concessão, criticou o imposto seletivo sobre a produção de petróleo e pediu equilíbrio na regulamentação do acesso à infraestrutura de gás. Para Félix, revitalizar a atividade em campos maduros ganhou urgência diante do risco de queda da produção brasileira a partir de meados da próxima década. “A hora de reagir é agora”, resume o executivo, ao defender que petróleo e gás sejam tratados como parte da solução

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