22 Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 As Lideranças Empresariais Márcio Félix, Abpip energética brasileira, e não apenas como um problema na transição energética. Veja os principais destaques da entrevista: Política permanente para campos maduros A Abpip propõe consolidar em lei um programa nacional de revitalização de campos maduros e áreas de economicidade marginal, unificando incentivos hoje dispersos em diferentes normas. Segundo Márcio Félix, exigências regulatórias e royalties hoje são os mesmos para um poço do pré-sal e para um poço de cinco barris por dia em terra, o que reduz a competitividade dos pequenos produtores. Recursos não convencionais podem mudar o onshore A associação defende que o Brasil permita a avaliação e eventual exploração de recursos não convencionais conforme a legislação e o licenciamento ambiental, sem uma proibição prévia. Félix vê potencial especialmente nas bacias do Parnaíba e do Recôncavo e sugere a realização de projetos-piloto para avaliar as condições brasileiras. Revisão do polígono do pré-sal A Abpip defende rever a legislação do pré-sal para que acumulações sem viabilidade econômica no regime de partilha possam ser desenvolvidas sob o regime de concessão, mantendo a partilha apenas para áreas consideradas estratégicas pelo CNPE. Tie-back deve ter tratamento regulatório específico A associação propõe incluir explicitamente o tie-back — conexão de poços a plataformas já existentes, como fez a Prio no campo de Wahoo — entre os critérios de redução de royalty para produção incremental, hoje restritos a casos de renovação de concessão. Descomissionamento deve privilegiar a extensão da vida útil Para os produtores independentes, a agenda de descomissionamento tem características diferentes das grandes operações offshore. A Abpip defende que parte das instalações possa continuar sendo utilizada quando houver potencial econômico para isso e aponta o alto custo das garantias financeiras como uma barreira para empresas menores. A entidade trabalha com a ANP para simplificar procedimentos e tornar essas garantias mais sustentáveis financeiramente. Nova lei do gás exige equilíbrio no acesso à infraestrutura A regulamentação do acesso não discriminatório a instalações de processamento de gás precisa, segundo Félix, equilibrar os interesses de quem detém infraestrutura e de quem busca acesso a ela, sem gerar insegurança para investimentos já feitos. Assista a entrevista na íntegra aqui:
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