Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 39 O Brasil começa a entrar na fase em que o descomissionamento de instalações de petróleo e gás deixa de ser uma agenda de planejamento e passa a exigir capacidade de execução. A ANP estima investimentos superiores a R$ 74 bilhões entre 2026 e 2030, em um mercado que envolve abandono de poços, retirada de plataformas, recolhimento de linhas submarinas, logística, tratamento de resíduos e destinação de milhares de toneladas de materiais. Mais do que o tamanho da carteira, a questão que começa a ganhar peso para a indústria é outra: o Brasil terá capacidade para executar esse volume de trabalho dentro do país, com segurança, competitividade e geração de valor para sua cadeia de fornecedores? Hoje, a resposta ainda está em construção. O Brasil acumulou conhecimento em operações offshore e dispõe de empresas capazes de atuar em diferentes etapas do processo, mas ainda precisa integrar essas competências em uma cadeia especializada e preparada para uma demanda que tende a crescer. A própria ANP reconhece que o país tem base industrial e tecnológica, mas que a capacidade para atender ao novo ciclo ainda está em formação. "O desafio é transformar competências já existentes em uma cadeia integrada, escalável e competitiva, envolvendo operadores, empresas de serviços, portos, estaleiros, recicladores e órgãos públicos", diz a agência, em nota. O movimento já aparece nos números da regulação. Existem atualmente 166 processos de descomissionamento em andamento, dos quais 124 tiveram os Desmantelamento sustentável da P-32: Gerdau destina 90% da estrutura como matéria prima para produção de aço
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