Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 43 duzido à disputa por áreas onde estruturas serão cortadas. Há demanda para engenharia, operações offshore, serviços subsea, logística marítima, gerenciamento de resíduos, tratamento de materiais contaminados, inspeção, içamento, segurança e reciclagem. O gargalo está nos estaleiros É na infraestrutura que aparece uma das principais preocupações de quem acompanha a formação desse mercado. Destri avalia que o Brasil domina boa parte das tecnologias necessárias e acumulou experiência em operações offshore. O problema está menos na existência de competências isoladas e mais na capacidade de reuni-las em uma operação industrial de grande escala. Os estaleiros estão entre os pontos mais críticos. Não basta ter uma área física disponível, a instalação precisa estar preparada para receber estruturas de grande porte, operar com segurança, executar a desmontagem, controlar materiais e resíduos, rastrear componentes e criar rotas comerciais para os produtos recuperados. “Entusiasmo não ganha nada”, afirma Destri ao comentar a preparação de instalações que pretendem disputar esse mercado. Na sua avaliação, parte dos interessados ainda trabalha com a lógica de conquistar o contrato para depois estruturar a operação. O movimento, diz ele, precisa ser invertido: a preparação industrial deve preceder a disputa pelos projetos. O especialista vê, ao mesmo tempo, uma janela de oportunidade. O mercado, na avaliação dele, atravessa uma etapa de aprendizado. "A gente é adolescente" em descomissionamento – tecnologia para corte,
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