46 Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 Especial de Capa Descomissionamento zenas de milhares de toneladas de aço, dutos e uma extensa cadeia de serviços especializados. O volume de recursos, no entanto, não significa que todo o valor econômico ficará nos estados onde as plataformas estão instaladas. Ao contrário de uma obra convencional, o descomissionamento offshore permite que embarcações, bases logísticas, equipamentos e até as próprias estruturas retiradas do mar sejam direcionados para diferentes pontos da costa. Para Sergipe, que concentra dois terços das unidades previstas no programa, a disputa é fazer com que uma parcela relevante desse dinheiro seja desembarcada no estado. A questão ganha peso porque as 39 unidades são plataformas fixas. O processo é mais complexo do que a retirada de uma instalação flutuante. Primeiro é preciso abandonar e tamponar os poços, executar o arrasamento quando previsto, retirar equipamentos e topsides e, só então, cortar e remover a jaqueta - a estrutura metálica cravada no leito marinho que sustenta a plataforma. Isso mobiliza sondas, embarcações de apoio, balsas, equipes subaquáticas, engenharia, transporte e uma estrutura terrestre capaz de receber, desmontar, descontaminar, separar e dar destino aos materiais. O descomissionamento, portanto, começa muito antes de uma plataforma aparecer no cais. Sergipe no centro da disputa A maior parte das unidades já não produz. Em Sergipe, as 26 plataformas foram hibernadas em 2020, quando a Petrobras interrompeu a produção em águas rasas. Foi o fim de um ciclo iniciado décadas antes e que ajudou a formar uma cadeia de fornecedores, empregos e serviços em torno da atividade petrolífera no estado. No Rio Grande do Norte e no Ceará, a equação é diferente. Parte dos ativos passou para a Brava Energia. Em vez de acelerar a retirada das estruturas, a estratégia é avaliar a possibilidade de reativar campos e prolongar sua produção. É justamente aí que entra uma das mudanças regulatórias importantes para Com mais de 2 milhões de m2 e área alfandegada, o terminal TMIB poderia ser utilizado para estocagem e triagem de equipamentos retirados do mar Foto: Divulgação/VLI
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