Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 49 Segundo Fuerth, o capital necessário para reativar a operação não seria o principal obstáculo diante do potencial de receita. O problema está na infraestrutura pública necessária para tornar o acesso operacional. O gargalo é relevante porque a competição não ocorre apenas entre empresas. Ocorre também entre estados. Uma plataforma pode estar a poucos quilômetros da costa sergipana e, ainda assim, ser levada para uma base na Bahia ou em outro estado se houver melhores condições de acesso, calado, preço ou área disponível. O mercado começa antes da retirada Em Sergipe, a Petrobras já concluiu a limpeza de 56 quilômetros de dutos e prevê 169 abandonos permanentes de poços. São atividades que demandam sondas, serviços de intervenção, apoio marítimo, engenharia e mão de obra especializada. Estaleiro Belov, na Bahia: em consórcio com a Braserv, empresa fechou contrato com a Petrobras para o abandono permanente de poços marítimos e descomissionamento completo das jaquetas do Campo de Itaparica Foto: Divulgação/Belov
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