e-revista Brasil Energia 507

48 Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 Especial de Capa Descomissionamento do Ceará. Por isso, a estratégia passa por criar condições para atrair bases de apoio náutico e terrestre, áreas de armazenamento e empresas de serviços. Uma das ferramentas utilizadas pelo governo é o Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), que prevê apoio locacional em terrenos e galpões e diferimento de ICMS. De acordo com Barbosa, cumpridas as condicionantes, os incentivos podem reduzir entre 92% e 93,8% o imposto devido pelas empresas que se instalam no estado. O governo também negocia com grupos do Rio de Janeiro a instalação de estruturas de apoio próximas a Barra dos Coqueiros. Uma das referências citadas pelo secretário é uma base já instalada em São Gonçalo. Outra alternativa em estudo é o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), administrado pela VLI. Com mais de 2 milhões de m2 e área alfandegada, o terminal poderia ser utilizado para estocagem e triagem de equipamentos retirados do mar. “Quanto mais próximo você tiver da terra para levar essas estruturas, uma estrutura que você consiga também tirar a maior quantidade de tonelagem possível para reduzir o tempo de mar, mais competitivo você vai ser”, explica Eduardo Aragon, consultor e executivo da Brainmarket Consultoria de Negócios, especializado em descomissionamento de plataformas fixas. Aragon tem uma referência que ajuda a dimensionar o potencial desse mercado. Em parceria com uma empresa americana que atua no Golfo do México, acompanha um mercado em que são descomissionadas, em média, cerca de 40 unidades por ano. O gargalo pode estar em terra A plataforma retirada do mar precisa chegar a uma área terrestre que tenha calado, acesso, capacidade de atracação, área para movimentação e instalações adequadas para desmontagem e descontaminação. É nesse ponto que aparece um dos principais gargalos de Sergipe. Fredric Fuerth, diretor-presidente da Sulnorte Serviços Marítimos, vê potencial no Estaleiro Santa Cruz, em Barra dos Coqueiros, mas aponta o calado como uma limitação para a operação. A empresa avalia investimentos e possíveis parcerias, mas depende de condições que permitam a entrada e a movimentação das embarcações. Quem é fonte nesta matéria EDUARDO ARAGON, consultor e executivo da Brainmarket VALMOR BARBOSA, secretário da Sedetec FREDRIC FUERTH, diretor-presidente da Sulnorte

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