e-revista Brasil Energia 507

54 Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 óleo e gás analisou ponto a ponto algumas questões envolvendo o campo e seu papel presente e futuro para o mercado de gás natural do país. Em julho, Búzios teve produção média diária de 45,8 milhões de m3 de gás natural, número que vem aumentando consistentemente nos últimos 12 meses. Em agosto, bateu o recorde de exportação total de 12,3 milhões de m3. Com a chegada do FPSO Almirante Tamandaré e da plataforma P-78 em 2025, somada ao início antecipado de operação da P-79, a produção do campo acelerou significativamente. Mas estes não foram o principal fator no recorde da exportação de gás. Segundo Schmall, a P-78 e a P-79 ainda não começaram a exportar e o Almirante Tamandaré não é capacitado para tal finalidade. “E a o que se deve isso? A troca de membranas. Estamos utilizando uma tecnologia mais avançada em termos de separação de CO2. Além disso, a gente fez outra melhoria de processo, que é a utilização do gás, da corrente rica em CO2, como gás combustível para a geração de energia nos turbogeradores. Então, parte do gás que utilizávamos para geração de energia deixou de ser usado para tal fim e agora é exportado. Além disso, as plantas da Cessão Onerosa tiveram uma melhoria significativa em termos de eficiência e de estabilidade”, explicou Schmall. Reinjeção é ponto de dúvida Por que, então, mesmo diante destes recordes, a reinjeção segue sendo um dos principais alvos de discussões sobre Búzios e outros campos do pré-sal? De acordo com o último boletim de produção mensal da ANP, foram reinjetados 124,3 milhões de m3/dia de gás em média em julho, somando todas as bacias. Só em Búzios esse volume foi de 29,78 milhões de m3 diários, quase 24% do total. Questionado, Schmall destacou o percentual alto de CO2 concentrado no campo, de 23,2% em julho, o que acaba dificultando a separação dos hidrocarbonetos e, consequentemente, a oferta de gás natural para o mercado. Uma parte da produção que não pode ser desagregada do dióxido de carbono, então, é reinjetada. O executivo adiantou ainda que a Petrobras realiza estudos constantes sobre o processo, do comportamento do fluxo no meio poroso às perturbações criadas nos poços, a fim de “melhorar o resultado econômico dos campos”. A reinjeção, segundo disse, tem “um altíssimo retorno, (...) para a produção de óleo e para o resultado econômico”, mas não entrou em detalhes sobre quantos m3 de gás são necessários para expulsar cada barril de petróleo. No entanQuem é fonte nesta matéria LUIZ SCHMALL, gerente executivo do ativo Búzios na Petrobras

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