Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 55 to, descreveu a importância do processo para a produção de petróleo do campo: “Esse CO2 obviamente não pode ser exportado para a terra e também não pode ser simplesmente ventilado na atmosfera. Reinjetar no reservatório é de grande vantagem porque o gás mantém a pressão e também lava (a rocha). A expressão “lavar”, tem uma aplicação bem robusta aqui porque, na verdade, é exatamente isso que acontece. O CO2 consegue extrair de forma bastante eficiente o óleo que está presente na rocha- -reservatório. Ele é bastante utilizado, inclusive, como método de recuperação em diversos campos, não só no Brasil, mas em outros países”. Mesmo com os investimentos já feitos pela Petrobras em relação às membranas de separação, o volume de gás injetado no campo de Búzios, descontando o dióxido de carbono, ainda chama a atenção. Segundo o boletim da ANP, a média para o campo foi de 22,3 milhões de m3/dia em julho, o que representa quase 26% do total reinjetado sem CO2 em todas as bacias. É claro que este avanço também está atrelado ao aumento da produção em Búzios. Ainda assim, é um valor que levanta questionamentos de outras pontas da cadeia de gás natural. Entrada de novas plataformas A perspectiva futura da Petrobras quanto à oferta de gás de Búzios ao mercado, no entanto, é positiva. Segundo Schmall, o investimento na tecnologia das membranas das plataformas exportadoras deve seguir auxiliando nas melhorias da separação de moléculas de gás e o executivo antecipou que novos recordes devem ser observados em breve pela petrolífera. O gerente apontou ainda que o início da exportação da P-78 e da P-79 também deve contribuir: “A P-78 está produzindo óleo desde 31 de dezembro do ano passado, mas ainda não iniciou a exportação de gás. Vai iniciar em breve e contribuir com cerca de mais 3,5 milhões de m3/ dia. A P-79 é uma planta muito semelhante, praticamente gêmea da P-78, então tem a mesma capacidade. Então, só aí a gente já está falando de uma exportação adicional de mais 7 milhões de m3/dia”. Há a expectativa também da entrada das novas três plataformas do campo de Búzios, P-80, P-82 e P-83. As duas primeiras foram batizadas no final de agosto em Singapura, já estão na fase final de integração dos módulos. O início de produção de ambas está previsto para 2027. Cada plataforma tem capacidade de produzir 225 mil barris/dia de petróleo e processar 12 milhões de m3/dia de gás. Entretanto, a plataforma mais significativa para a exportação de gás no campo de Búzios ainda está em fase de licitação. É a Búzios 12, que poderá aumentar o total exportado entre 5,5 a 6 milhões de m3/dia, graças a uma unidade de tratamento (UTG) a ser instalada na plataforma, com capacidade para 12 milhões de m3/dia.
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