82 Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 transição energética As mudanças geopolíticas e o avanço da transição energética abriram uma oportunidade única para que o Brasil passe a ofertar minerais críticos refinados para compradores estrangeiros com uma pegada ambiental reduzida. Esse foi uma das principais constatações apontadas durante a Plenária de Mineração e Metalurgia com o tema “Terras raras: oportunidades e desafios para o Brasil”, realizada na ABM Week 10, em setembro. “O Brasil vai se posicionar como o país com as minas mais sustentáveis do mundo, em termos de terras raras, no prazo de dois anos”, afirmou Klaus Petersen, geólogo e membro da Associação de Minerais Críticos (AMC). De acordo com o especialista, o país tem capacidade de oferecer previsibilidade para investidores, desde que defina detalhes do licenciamento ambiental. “O maior problema não é que os minerais críticos sejam raros. O raro é separá-los. Além disso, a extração é raramente viável economicamente”, explicou Petersen. De acordo com o geólogo, para agregar valor às terras raras, geralmente encontradas em rocha dura, é necessário “desmontar” e dissolver o mineral, que é um composto muito estável. Para isso, se usa ácido e calor, o que significa custo financeiro e ambiental. O Brasil, além de possuir terras raras em rocha dura, também conta como alternaBrasil mira cadeia sustentável de terras raras e ímãs Matriz energética limpa e extração em argila posicionam o país como melhor alternativa para compradores que buscam minerais críticos produzidos com sustentabilidade | POR CELSO CHAGAS | Extração, em Minaçu (GO), de elementos essenciais à fabricação de ímãs permanentes, usados em veículos elétricos Foto: Divulgação/Agência Senado
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