34 Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 Capa Gás no Nordeste Ainda assim, Marcelo Mendonça, diretor executivo da Abegás, aponta que os recentes movimentos de investimento das empresas têm sido essenciais para ampliar e diversificar a carteira de consumidores. Até dezembro do ano passado, dados mais recentes, a região contava com 528 indústrias, 450,4 mil residências, 6 mil comércios, 446 postos de combustíveis e 8 termelétricas como clientes. Expansões para ampliar carteira “Com esse sistema, com capacidade de 12 mil m3, podemos atender novas indústrias e impulsionar ainda mais o crescimento econômico local”, afirmou o presidente da Algás, Ediberto Omena, na inauguração de uma nova estação de GNC no município de Batalha, em abril deste ano. O movimento marcou o início da primeira rede local de gás natural no interior do estado de Alagoas e atende principalmente indústrias de laticínios. A Algás, no entanto, não foi a única distribuidora nordestina a pensar na expansão e, mais especificamente, na interiorização, como maneira de ampliar os negócios e a base de clientes. Em Pernambuco, a Copergás enxergou no Polo Gesseiro do Araripe - região responsável por mais de 90% do gesso do país - novas oportunidades. O projeto estruturante da companhia de atender as indústrias locais teve início em 2024 e, em maio deste ano, a Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE) aprovou a expansão das redes locais de distribuição. A primeira é a Rede Local Trindade/ Ouricuri, que deve atingir extensão de 4,67 km e com volume de consumo inicial projetado de 34.881 m3/dia. Além dela, a Rede Local Araripina, com extensão de 6 km e volume de consumo inicial projetado de 11 mil m3/dia. A expectativa é que as indústrias de gesso da região sigam adotando o gás natural, em detrimento da lenha, o que Porto de Cabedelo: gasoduto João Pessoa–Cabedelo, da PBGás, leva gás natural à área portuária, onde uma unidade industrial do Moinho Dias Branco substituiu o uso do GLP Foto: Divulgação/Porto de Cabedelo
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