e-revista Brasil Energia 508

Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 47 vante de sua geração de valor está associada à comercialização do gás natural. Por isso, a companhia está avaliando os possíveis cenários regulatórios futuros relacionados ao Gas Release, seus impactos sobre os projetos e as alternativas disponíveis para mitigação dos riscos identificados. Com base nessa avaliação, serão definidas as medidas e estratégias mais adequadas para apoiar o processo decisório sobre a continuidade da implantação e do desenvolvimento dos projetos”, afirmou a Petrobras em resposta à Brasil Energia. Segundo a empresa, ainda que a proposta de Gas Release, atualmente em consulta pública, não contemple a utilização de volumes de produção própria da Petrobras no primeiro ciclo, de 2027 a 2030, a regulamentação prevê que, ao final desse período, a ANP realize uma Avaliação de Resultado Regulatório para definir a continuidade, a revisão ou eventual aperfeiçoamento do programa. “Essa possibilidade introduz um elemento de incerteza para a implantação dos projetos”, complementa a Petrobras. SEAP é estratégico para a Petrobras e para o Brasil. As duas plataformas que devem ser instaladas na área terão capacidade de produzir diariamente 240 mil barris de óleo e de processar 22 milhões de m3 de gás natural. As unidades vão ser interligadas a 32 poços. O início da produção de óleo está inicialmente previsto para 2030 e a exportação de gás, para 2031. Para levar o gás até a costa, será necessário instalar 134 km de duto de escoamento - sendo 111 km de trecho marítimo e 23 km terrestres. Francismar Ferreira, coordenador de pesquisas e pesquisador de Exploração e Produção do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), destaca que a combinação de óleo leve com expressivos volumes de gás natural cria oportuTerminal da VLI em Barra dos Coqueiros, região onde deve chegar o gasoduto do projeto SEAP Foto: Divulgação/VLI)

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