e-revista Brasil Energia 508

Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 69 A Petrobras mantém uma postura de rigor na cobrança de compromissos contratuais de conteúdo local junto aos grandes afretadores e construtores de plataformas marítimas. O posicionamento foi reiterado pela diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, Renata Baruzzi, ao comentar as recentes rodadas de licitação e negociações com fornecedores internacionais para os novos projetos de produção offshore da companhia. Em entrevista à Brasil Energia durante a ROG.e, a executiva detalhou a validação da proposta da Yinson para o FPSO de Albacora sob compromisso firme de 20% de conteúdo nacional e as tratativas com a SBM Offshore para a fabricação de módulos no país. Baruzzi também analisou os gargalos de fornecimento global de turbinas e a carência de diques secos no Brasil, antecipou os planos de unitização para a revitalização de Tupi com unidade própria (EPC), avaliou modelos para antecipar em até dois anos o primeiro óleo na Margem Equatorial e detalhou a estratégia de priorizar o acostamento temporário de 18 platana Bacia Neuquina), na contratação e infraestrutura naval (US$ 15 bilhões) e na construção de um gasoduto dedicado de 500 km e 36 polegadas de diâmetro (orçado em US$ 1,3 bilhão) entre Neuquén e o litoral de Río Negro. Atendimento ao Brasil Catalano defendeu que todas as alternativas de transporte devem coexistir para integrar a oferta regional: a malha existente de dutos via Bolívia/Corumbá, a interconexão por Uruguaiana e os terminais brasileiros de regaseificação (como o TGS, em Santa Catarina). Oferta spot e modulação hidrelétrica Diante do perfil do mercado brasileiro — caracterizado pelo consumo termelétrico flexível em períodos de escassez hídrica —, o executivo apontou que o GNL argentino tem condições favoráveis de atender a demandas sazonais por meio de contratos spot, servindo de colchão de segurança energética. Dinamismo na Patagônia O avanço na exploração dos 300 TCF (8,5 trilhões de m3) de gás não convencional de Vaca Muerta reverteu a balança energética argentina, que registra superávit de US$ 6 bilhões. A interiorização dos investimentos de transporte até a Patagônia tem gerado dinamismo regional em infraestrutura, serviços e novos polos de emprego. Petrobras endurece conteúdo local e avalia antecipar Margem Renata Baruzzi aborda negociações com Yinson e SBM Offshore, superação de gargalos em turbinas e diques secos, editais de Tupi e Mero e o plano de desmobilizar 18 plataformas ASSISTA a vídeo-entrevista

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