e-revista Brasil Energia 508

70 Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 Especial ROG.e 2026 formas para estancar custos de manutenção no mar. Veja os principais destaques da entrevista: Aproximação com a cadeia produtiva A diretoria de Engenharia ampliou eventos de transparência da carteira de projetos iniciados em 2024 para atrair concorrentes e estimular consórcios entre multinacionais vencedoras e a indústria nacional. Como reflexo, a licitação do FPSO de Albacora atraiu cinco propostas concorrentes, além do avanço em contratos de downstream (Boaventura, Rnest, UFN3 e BioQAv em Cubatão). Conteúdo local com Yinson e SBM A proposta da Yinson para Albacora foi validada e segue para negociação direta de preço após a empresa formalizar compromisso de entrega dos 20% de conteúdo local exigidos. Já em relação aos projetos com a SBM Offshore (cujos cascos serão construídos no estaleiro Cosco, na China), a estatal rejeitou a primeira proposta e cobra o cumprimento do escopo de montagem de cinco a sete módulos no Brasil, avaliando medidas administrativas caso não haja consenso. Gargalos de turbinas e diques secos Diante da concorrência com grandes data centers mundiais por turbinas a gás, a Petrobras ampliou a base de fornecedores homologados para além de Siemens e GE, qualificando a chinesa Harbin (GH) e a norte-americana Solar Turbines (admitidas nos certames de Búzios 12 e Albacora). Na infraestrutura naval interna, a restrição de diques secos de grande porte para cascos permanece concentrada no Estaleiro Rio Grande, com o Inhaúma desativado e o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) ainda ausente das disputas. Projetos de Tupi e Extensão de Mero A licitação do novo FPSO para revitalização de Tupi depende da conclusão da unitização da área para estender a concessão, sendo projetado como unidade própria em modelo EPC com projeto de engenharia replicante (o que antecipa o cronograma em mais de um ano). Já a Extensão de Mero depende do aval final de um dos parceiros do consórcio e tende a adotar o modelo BOT (Build-Operate-Transfer). Antecipação na Margem Equatorial A fase de engenharia básica dos sistemas de produção definitivos deve começar em 2028, após a perfuração de poços adicionais de delimitação da descoberta de óleo leve. Inspirada na experiência acelerada da Guiana e no modelo do FPSO Pioneiro de Libra, a Petrobras estuda sistemas de produção antecipada (SPA) para obter o primeiro óleo cerca de quatro anos após a declaração de comercialidade, encurtando o prazo tradicional em dois anos. A diretoria informou não haver conversas para abertura de participação no bloco FZA-M-59. Cronograma de descomissionamento A petroleira planeja descomissionar 18 unidades no quinquênio. A prioridade imediata é a desconexão e atracação portuária de plataformas inativas (como P-35, P-37 e Cidade de Anchieta, além das licitações de P-18 e P-20) para eliminar custos recorrentes com logística de tripulação, helicópteros e embarcações no mar. No caso do FSO P-47, avalia-se a destinação do navio para estocagem e fracionamento de cargas de petróleo da Petrobras para clientes na Ásia a partir de Singapura.

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