Brasil Energia | Ed. 451 - Junho, 2018

10 Brasil Energia , nº 451, junho 2018 entrevista com Lívia Brando A tendência de maior controle por parte do consumidor sobre a produção e gestão da energia e sua demanda por serviços mais customizados norteiam as aplicações de novas tecnologias disruptivas e digitais que chegam ao setor elétrico, mas muitas delas ainda não foram nem testadas no Brasil. A EDP está desenvolvendo projeto que pode ser o primeiro a de fato aplicar uma dessas tecnologias no país, o blockchain - uma rede de registro de transações baseada em criptografia, validação de informações em rede e transparência – para gerenciar sistemas de geração distribuída. A companhia aprovou recentemente a entrada no Brasil do EDP Ventures, veículo de investimentos do grupo em capital de risco, voltado para startups. O orçamento inicial é de R$ 30 milhões e pode envolver desde investimentos em empresas ainda em fase de pesquisa de mercado até investimentos em produto final. A gestora executiva de Inovação da EDP Brasil, Lívia Brando, avalia que a parceria com startups, por exemplo, é uma relação de ganha-ganha: “já temos um conhecimento muito aprofundado do setor, e isso é uma vantagem. Vejo que o consumidor tem mais segurança em aderir a um novo serviço de uma empresa que ele já conhece, que é mais robusta e sobre a qual eles têm a percepção de que continuará no mercado”, diz. Para as novas empresas, além de possível apoio financeiro, há a disponibilização de espaço de trabalho com mentoria de especialistas da empresa e do mercado. Nesta entrevista, explica quais são as estratégias da companhia para captar inovações e soluções desenvolvidas externamente e incentivar a busca por inovação pela própria equipe. Inovação é sobrevivência LÍVIA NEVES

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