Brasil Energia | Ed. 451 - Junho, 2018

32 Brasil Energia , nº 451, junho 2018 Transmissão da Eletrosul para a Shanghai Elec- tric Power, no Sul do país. A Aneel informou que 16 lotes serão licitados pela primeira vez, dois lotes são oriundos de conces- sões extintas e dois lotes não rece- beram ofertas no leilão 5/2016. “Esse leilão de junho é marcada- mente para atender as distribuidoras. Apenas dois lotes serão para a inte- gração de energias renováveis solar e eólica. Evidentemente no ambien- te de 230 kV o investimento, geral- mente, é menor e por isso a disputa é maior. No ambiente de 500 kV há menos investidores, mas continua a haver disputa, mesmo com os valo- res mais altos. No Brasil nós temos investidores e concessionárias sufi- cientes para disputar qualquer nível de valor”, disse Miranda. O crescente aumento da con- corrência observado nos últimos leilões de transmissão tem surti- do efeito para algumas empresas, de acordo com Thais. “A gente está chegando ao ponto em que empre- sas olham os leilões de transmissão no Brasil e dizem que a competi- tividade está tão grande que elas consideram olhar outros merca- dos, pois no Brasil a concorrência é muito acirrada”, explica. Interessadas A Taesa já demonstrou interes- se em participar da concorrência. A companhia já trabalha, desde o início do ano, na avaliação dos 20 lotes para determinar sua estratégia de participação. A Taesa mira tam- bém, como oportunidade de novos negócios, o leilão das 11 SPEs de transmissão da Eletrobras. A Cteep também irá partici- par do leilão e seguirá analisando os lotes. A companhia pode parti- cipar tanto sozinha, na oferta por lotes menores, como em conjunto com outra empresa de transmissão na oferta por lotes maiores da con- corrência. Sem entrar em detalhes a chinesa State Grid também con- firmou que irá participar do leilão. Já a Engie, por uma questão de estratégia para a licitação, disse que não vai comentar sobre o assunto. A companhia conquistou sua pri- meira linha de transmissão na con- corrência de dezembro passado. Da mesma maneira a Neoenergia, que trava intensa disputa com a Enel pelo controle da Eletropaulo, infor- mou que, por questões estratégicas, não vai se manifestar sobre a parti- cipação no leilão. Na licitação de de- zembro, a companhia conseguiu ar- rematar dois lotes com empreendi- mentos no Norte e no Nordeste. Mercado Além das já tradicionais compa- nhias de energia elétrica, o leilão de transmissão movimenta, também, o mercado de fornecedores para os empreendimentos e o mercado de engenharia de operação e manu- tenção para as companhias que não possuem esta área específica. A Brametal, por exemplo, inau- gurou, no início de maio, uma no- va fábrica em sua unidade de Li- nhares (ES) para a produção de torres metálicas monotubulares para atendimento, entre outros, ao mercado de transmissão de ener- gia elétrica. A expectativa da com- panhia é de que, com os últimos leilões e novos empreendimentos de transmissão que serão oferta- dos em 2018, os pedidos passem a representar um volume de pro- dução efetiva de 100 mil tonela- das de estruturas metálicas para os próximos anos. Atualmente, a produção da Bra- metal na unidade já existente em Linhares é de 7,5 mil toneladas por mês, mas com a nova fábrica a em- presa passará a produzir 11 mil to- neladas por mês no município ca- pixaba e 140 mil toneladas por ano nas três unidades fabris que possui no Brasil. Já a Cotesa, empresa que atua no segmento de O&M do setor elétrico, se prepara para expan- dir sua atuação nos segmentos de geração e transmissão. A compa- nhia, segundo o diretor de ope- rações, Rafael Franzoni, esteve presente de maneira ativa nos dois leilões de transmissão reali- zados em 2017. De acordo com o executivo, ao final das licita- ções, a Cotesa tinha algum tipo de documento assinado em qua- se 20% dos lotes negociados em cada leilão. A Cotesa, atualmente, opera e mantém aproximadamente quatro mil quilômetros de linhas de trans- missão e 32 subestações de grande porte interligadas ao SIN. n Miranda, da Abrate: leilão para atender a distribuidoras Thaís, da Thymos: disputas devem ser equilibradas

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