Brasil Energia | Ed. 451 - Junho, 2018
Brasil Energia , nº 451, junho 2018 41 adapta à norma de iluminação as fábricas brasileiras, em São Car- los (SP) e Prata (MG), no início de 2017. A empreitada foi resultado de oferta comercial da Comerc Es- co, que fechou em janeiro de 2017 um contrato de desempenho com a indústria, que por sinal já era clien- te da Comerc Comercializadora, responsável por seus contratos no mercado livre de energia. Para executar o projeto, até abril de 2017, a Comerc Esco, responsá- vel pelo investimento, subcontra- tou a especialista Unicoba Energia, produtora de sistemas LED e con- sultora de projetos luminotécnicos. A ideia era fazer a troca de todas as luminárias fluorescentes e de va- por de mercúrio por outras de LED e ainda adaptar áreas nas duas fábri- cas que estavam com problemas de adequação à norma de iluminação. Segundo o gerente executivo de vendas da Unicoba, Alexandre Dellai, os projetos nas duas unidades envolveram duas formas de atuação na área de efici- ência da ilumina- ção: a consultoria luminotécnica e o simples retrofit, ou seja, a substi- tuição de luminá- rias fluorescentes por outras mais eficientes de LED. No primeiro caso, de consultoria, a demanda da empresa foi para se adequar à nor- ma de iluminação interna, a ABNT NBR 8995, que determina o nível de iluminação para os ambientes de fábrica, pela medida LUX. “Dos 12 locais das duas unidades, qua- tro precisaram de intervenção no layout da iluminação”, diz Dellai. O restante compreendeu apenas troca das luminárias fluorescentes tubulares de 40 W e 110 W e de vapor metálico de 40 W por lumi- nárias LED High Light de 100 W e 130 W e tubulares LED de 18 W. Normalmente, isso ocorreu em áreas mais críticas de processo, que precisam ser mais bem ilumi- nadas. “Como a fluorescente tem vida útil menor e perde seu desem- penho ao longo do tempo, é difícil manter o padrão correto exigido pela norma por muito tempo”, diz. Com a substituição pela LED, que tem desempenho melhor e unifor- me por mais tempo (25 mil horas), esse problema é solucionado. No ambiente fabril, as áreas de inspeção são as que precisam de maior iluminância, acima de 700 lux, seguidas pela área produtiva, de 300 lux a 500 lux e da área de armazenagem e financeira, de 200 lux. Nas áreas que precisaram de alteração do layout a maior parte das vezes foi necessário aumentar a quantidade de luminárias para melhorar as condições de lumino- sidade, o que pode ser feito de ma- neira mais fácil por conta da quali- dade do LED. De acordo com o gerente, em São Carlos, a maior unidade, fo- ram instaladas 2.457 luminárias LED (4.097 lâmpadas) e em Prata, 409 luminárias (627 unidades). A operação foi finalizada em abril de 2017, depois de três meses de tra- balhos. Na eficiência energética, por fim, os ganhos foram claros. A eco- nomia mensal na tarifa de energia foi de R$ 66 mil (de R$ 97,1 mil para R$ 31 mil) em São Carlos e de R$ 28 mil (de R$ 35 mil para R$ 7 mil) em Prata, com redução no consumo de 65% (equivalente a 181,6 MWh/mês) e 78% (76,2 MWh/mês), respectivamente. Isso porque o consumo mensal passou de 284,9 MWh para 103,3 MWh no primeiro caso e de 96,6 MWh para 20,4 MWh no segundo. n
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