Brasil Energia | Ed. 451 - Junho, 2018

42 Brasil Energia , nº 451, junho 2018 CONSUMIDOR por Fabio Couto Alta do óleo diesel cria impasse para governo A alta dos preços dos combustíveis, especial- mente do óleo diesel, levou o governo ao desafio de tentar implementar alguma medida que permita redução desses preços, sem parecer interferência na política da Petrobras de reajustes diários e sem afe- tar o ajuste fiscal. Em maio, uma greve de caminho- neiros, com bloqueio em estradas, afetou o transpor- te de produtos essenciais, como alimentos, aviação e transportes públicos, entre outros setores. A Petrobras congelou o preço do óleo diesel por 15 dias, prazo para o governo negociar uma saída, que passa pela Cide zerada e pela redução do PIS/Cofins. O óleo diesel é subsidiado no país, mas enfren- tou reajustes sucessivos este ano por causa da es- calada dos preços do barril de petróleo no merca- do internacional. Ao mesmo tempo, 2018 é um ano eleitoral, o que tende a criar desgastes políticos. Leilão de eficiência Está em consulta pública na Aneel até junho a criação de lei- lões de eficiência energética no Brasil. A proposta é que a agên- cia defina volume anual de re- dução de demanda e consumi- dores possam competir pelo menor preço para se compro- meterem com a redução de um percentual desse montante. Poderiam participar da concor- rência projetos de eficientiza- ção envolvendo iluminação, cli- matização e instalação de gera- ção distribuída, por exemplo. Os vencedores do leilão seriam um novo tipo de agen- te regulado, o Agente Redutor de Consumo (ARC). Para testar o conceito, a Aneel propôs um projeto piloto em Roraima, es- tado isolado do sistema interli- gado. A agência sugere que ca- da competidor oferte redu- ções entre 0,5 MW médio e 1 MW médio. 250 MW de solar distribuída O Brasil superou em maio os 250 MW de potência instalada em sistemas de micro- geração e minigeração distribuída solar. A Absolar estima que desde 2012 o investi- mento em sistemas da fonte para geração dos próprios consumidores soma R$ 1,9 bi- lhão. De acordo com informações da Aneel (em 14/5), a fonte fotovoltaica representa 99,3% das mais de 28 mil instalações desse tipo no país e 76% da capacidade total ins- talada, que soma 335 MW, incluindo outras fontes renováveis. Em números de sistemas fotovoltaicos instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 77,4% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (16%), consumidores rurais (3,2%), indústrias (2,4%), poder público (0,8%) e outros tipos, como serviços públicos (0,2%) e iluminação pública (0,03%). Comércio e serviços lideram GD Em potência, os consumi- dores dos setores de comér- cio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltai- ca, com 42,8% da capacida- de total, seguidos de perto por consumidores residen- ciais (39,1%), indústrias (8,1%), consumidores rurais (5,6%), poder público (3,7%) e ou- tros tipos, como iluminação pública (0,03%), e serviços públicos (0,6%). Painel solar em escola: fonte representa 99,3% das instalações de microGD Divulgação Enel Soluções Agência Brasil - via Fotos Públicas Posto de combustível sem produtos: greve criou cenário difícil para governo, entre Petrobras e Tesouro.

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