Brasil Energia | Ed. 451 - Junho, 2018
Brasil Energia , nº 451, junho 2018 7 Bateria de gelo O armazenamento de refrigeração é a nova aposta da Shell Ventures, unidade de investimento em novas tecnologias da pe- troleira gigante, que coliderou em maio a captação de um fundo de US$ 7,6 milhões para a Axiom Energy, desenvolvedora de uma “bateria de resfriamento”. A solução criada pela empresa consiste em congelar tanques de água salgada durante os períodos de tarifas mais baixas de energia usando sistemas de refrigeração já existen- tes. Quando os preços da energia atingem o pico, as baterias “des- carregam”, fornecendo refrigeração ininterrupta para os sistemas. A tecnologia torna os sistemas mais flexíveis e gerenciáveis. Hidrogênio a bordo Empresas japonesas e australianas se uniram para tornar reali- dade o que pode ser a primeira transportadora de hidrogênio lí- quido do mundo. O projeto piloto Hydrogen Energy Supply Chain (HESC) pretende levar para o Japão hidrogênio produzido a par- tir de carvão mineral na Austrália. O primeiro carregamento es- tá previsto para ocorrer entre 2020 e 2021. Se bem-sucedido, o projeto poderá entrar em fase comercial a partir de 2030. A companhia Kawasaki Heavy Industries (KHI) desenvolveu a tecnologia de transporte e atualmente atua na criação de um siste- ma específico para carregar o hidrogênio liquefeito no transporta- dor. O projeto aposta nas grandes reservas de carvão da Austrália para tornar viável a produção em larga escala do combustível. Holanda bane carvão da matriz A Holanda anunciou que pretende proibir o uso de carvão para geração de eletricidade a par- tir de 2030, e que as duas mais antigas usinas des- se tipo devem encerrar as atividades até o fim de 2024. A decisão surpreendeu a BWE, dona das du- as usinas instaladas no país, que considerou a medi- da como “mal-avaliada”. O setor elétrico europeu está passando pelo que se classifica de um terremoto, à medida que fontes renováveis aumentam a participação no mercado, como eólicas offshore e usinas solares, o que tem forçado a redução da participação do fóssil na matriz energética. As duas usinas que terão que fechar somam 2.160 MW de capacidade instalada e o banimento das usinas é parte do esforço holandês para redu- zir em até 49% suas emissões de CO2 até 2030. A Colômbia viveu em maio uma crise causada por uma falha geológica que pôs em alerta 130 mil pessoas e deslo- cou pelo menos 25 mil pessoas, dado conhecido até o fecha- mento desta edição. Um deslizamento de terra bloqueou o túnel de desvio do rio Cauca, o segundo maior do país, on- de se localiza a usina de Hidroi- tuango, causando o enchimento do reservatório da usina, mes- mo sem ter sido concluído, até a altura do aterro, por onde o canal deveria seguir. Segundo informações de agências de notícias, a Empre- sas Públicas de Medellín (EPM) acelerou os trabalhos a fim de fazer com que a sala de má- quinas fosse utilizada como um conduto de desague, mas a força da água alagou o túnel de desvio, elevando violentamen- te a afluência do rio. Puerto Valdivia, Tarazá, Nechí, Cáceres, Caucasia e a re- gião de La Mojana são as localidades em risco, e até o fecha- mento desta edição especialistas avaliavam que, se a água ultrapassasse a barragem, de 220 m de altura, havia o risco de ela não suportar o peso e ser demolida pela força do rio. Falha geológica em obra de hidrelétrica na Colômbia desaloja milhares Termelétrica a carvão na Europa: usinas devem encerrar atividades até fim de 2024 Divulgação Coninsa Obras da hidrelétrica Ituango: risco de barragem romper afeta pelo menos 25 mil pessoas
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