BE Petróleo | Ed. 452 - Agosto, 2018

26 BE Petróleo , nº 452, 1 de agosto de 2018 CAPA A TERRA É O cenário está montado para a retomada das atividades onshore, mas desinvestimentos da Petrobras deverão ser o ponto de inflexão JOÃO MONTENEGRO P reço do barril em franca recuperação, novo re- gime de oferta perma- nente saindo do forno e um megapacote de ativos terrestres à venda: o cenário parece montado para o reaquecimento das ativida- des de E&P onshore no Brasil. No mercado, porém, há um con- senso de que, enquanto o programa de desinvestimentos onshore da Pe- trobras não andar, será difícil destra- var o segmento. “Há uma limitação para a entra- da de novos operadores, pois as ba- cias maduras não oferecemmais up- sides exploratórios. Se não houver ativos operacionais, não há como desenvolver o setor”, afirma o pre- sidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petró- leo (Abpip), Marcelo Magalhães. A associação calcula que o Pro- jeto Topázio tem potencial para ge- rar cerca de 200 mil empregos dire- tos e indiretos, quase R$ 4 bilhões de royalties e aproximadamente R$ 6 bilhões em investimentos. O Topázio prevê a venda de cerca de 60 campos terrestres em quatro es- tados (RN, CE, SE, BA) nas bacias Po- tiguar, Sergipe-Alagoas, Recôncavo e Tucano Sul, abrangendomais de 8mil poços. Pouco mais de 50 desses ativos produziam, ao final de 2017, cerca de 20 mil bopd ou 20% da produção to- tal onshore brasileira. O volume atual é aproxima- damente 25% inferior ao de 2014, quando a produção diária era de 27 mil bopd. Para retomar o patamar de quatro anos atrás, a BHGE – uma das principais prestadoras de servi- ços de poços da indústria – estima que seriam necessários US$ 150 mi- lhões em investimentos para perfu- rar 200 novos poços e intervir em 500 existentes. FÉRTIL MAS...

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