BE Petróleo | Ed. 452 - Agosto, 2018
BE Petróleo , nº 452, 1 de agosto de 2018 25 só pelas diretrizes como também pela evolução delas, esses órgãos devem se utilizar de tecnologia e das melhores práticas mundiais. As operadoras ainda têm uma superioridade de recursos técni- ca e econômica quando compara- das com essas instituições. Usar is- so apenas a seu favor é menos no- bre do que fazê-lo em prol da so- ciedade. Devem compartilhar seu conhecimento e desenvolver a so- lução conjunta, discutindo com os reguladores em um ambiente de confiança e de alto nível técnico. Recentemente, em uma de- monstração da maturidade das re- lações, a Petrobras e o Ibama acer- taram seus pontos na discussão so- bre o descarte de água de produção das plataformas da Bacia de Cam- pos: as duas diretoras, do Ibama e da Petrobras, assinaram um acor- do, com pagamento para compen- sar danos ao meio ambiente e pe- ríodo para ajustes nas plantas de processo das unidades em produ- ção. Os recursos serão aplicados em projetos de conservação da bio- diversidade marinha e costeira. É preciso reconhecer que a so- ciedade está mudando. Para as ou- tras questões levantadas anterior- mente, e ainda não totalmente re- solvidas, esperamos a mesma atitu- de e maturidade dos atores envolvi- dos. O diálogo deve ultrapassar as barreiras dos interesses individuais, e se concentrar no que é melhor pa- ra toda a cadeia econômica e ener- gética e consequentemente para a sociedade e o planeta. Atender ao que é obrigatório por lei vai além da apresentação de relatórios e estudos que demonstram o atendimento Petrobras e Ibama deram demonstração de maturidade ao firmar acordo relativo ao descarte de água na Bacia de Campos
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