Brasil Energia | Ed. 455 - Fevereiro, 2019

Brasil Energia , nº 455, 1 de fevereiro de 2019 47 Campos, que prevê o descomissio- namento de nove plataformas. En- tre outros exemplos estão os das plataformas P-7, P-12, P-15 e P-33, de Piranema, e PCA-1, PCA-2 e PCA-3, no campo de Cação. De acordo comdados doDeparta- mento de Portos e Costas da Marinha (DPCMar), o Brasil começou o ano de 2019 com 48 de suas 193 platafor- mas marítimas fora de operação. Dentre as unidades inativas, 24 são plataformas fixas, oito semis- submersíveis de perfuração, seis FPSOs, cinco autoeleváveis, três navios-sonda e duas semissubmer- síveis de produção. No grupo, estão duas semissub- mersíveis de perfuração (Petrobras XII e a Petrobras XXIII), dois FPSOs (Cidade do Rio de Janeiro e Petro- jarl Rio das Ostras) e uma platafor- ma fixa (Robalo 1 – PRB-1) que, se- gundo a Marinha, estão em proces- so de descomissionamento. Todas as plataformas autoelevá- veis em águas brasileiras – Itapoã, North Star I, Petrobras I, Petrobras III (PA13) e Petrobras IV – já fo- ram descomissionadas. n Campo de Cação é um dos que têm plataformas na fila para serem descomissionadas campos de Mero e Sépia, e terão capacidade para produzir 180 mil barris/dia cada um. DESTINO INCERTO Afora a complexidade da ope- ração em si, a desmobilização das unidades afretadas traz à tona outro desafio: o destino a ser dado a es- ses equipamentos. Até o momento, a Modec não bateu o martelo sobre o futuro do FPSO Cidade do Rio de Janeiro, após sua saída da locação. A tendência é que a unidade seja sucateada ou vendida para empresas de menor porte. Construída sob me- dida para a Petrobras, com especifi- cações técnicas voltadas ao campo de Espadarte, a unidade tem caracterís- ticas muito particulares, que compli- cam a possibilidade de reaproveita- mento em outro projeto. A dificuldade de adequação a ou- tros projetos se estende a praticamen- te todas as unidades afretadas no Bra- sil, sobretudo as que operam para a Petrobras. Construídos sob o concei- to de taylor made, os FPSOs guardam características muito específicas, o que faz comque a reutilização emou- tros projetos demande obras de adap- tação grandes e caras, que nem sem- pre tem viabilidade econômica.

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