Brasil Energia | Ed. 455 - Fevereiro, 2019
Brasil Energia , nº 455, 1 de fevereiro de 2019 57 PLÁSTICO CIRCULAR A Associação Brasileira da Indústria Química (Abi- quim) lançou um compro- misso audacioso a ser se- guido por seus associados que produzem resinas plás- ticas: reutilizar, reciclar ou valorizar 100% das emba- lagens plásticas até 2040, com uma meta intermediá- ria de atingir 50% em 2030. Ameta deve ser atingida pe- las indústrias que formam a comissão setorial de resinas, a Coplast, que reúne as principais do país (Braskem, Dow, Innova, Suape, Sabic, Unigel e Unipar Indupa), por meio de programas conjuntos com toda a cadeia de ciclo de vida do produto, até chegar no destino final. Entre os ob- jetivos principais, segundo afirmou o coordenador do programa, Edison Terra, está a valorização energética do plástico, seja para gerar combustíveis, por exemplo, em fornos de cimento, como na sua queima direta, sem sistemas WTE. PATENTES Levantamento do escritório de ad- vocacia inglês EMW, recém-divulga- do, mostra que o número de patentes em energia renovável em todo o mun- do subiu 43% em 2017, passando de 10.500 do ano anterior para 14.800. As patentes envolvem as fontes de energia solar, eólica, biocombustíveis, hidroeletricidade, recuperação ener- gética do lixo e energia geotérmica. No comparativo dos últimos cinco anos, os dados atestam que houve quase duplicação das patentes, já que, em 2013, o mundo registrou 7.700 tecno- logias. Segundo a EMW, a fonte com maior número de patentes é a solar, com 56%. A China dispara na fren- te, entre os países, com 76% das pa- tentes do total, seguida pelos Estados Unidos, com 10%. GASEIFICAÇÃO EM BENTO GONÇALVES Está na praça concorrência que usará tec- nologia inovadora para aproveitar energetica- mente o lixo do município de Bento Gonçalves (RS). O edital prevê a formação de uma Parce- ria Público Privada (PPP) para a instalação de usina baseada em reator de pirólise lenta a tam- bor rotativo que transforma o lixo da cidade em gás de síntese (syngas), que alimentará gerado- res com capacidade total de 16,4 MW. Desse total, 12 MW serão utilizados em prédios públi- cos e na iluminação pública da cidade, 2 MW na própria usina e o restante com previsão de comercialização para terceiros. Seis empresas estão habilitadas para participar da concorrên- cia: CRVR – Rio Grandense de Valorização de Resíduos, Meioeste Ambiental, Luze Business, Ludfor Energia, EKT Indústria e Planex Consul- toria. O anúncio do vencedor se dará no primei- ro trimestre deste ano e a previsão é de conclu- são da instalação até o fim de 2019. WTE X CO 2EQ Segundo a Confederação Europeia das Em- presas de Waste-to-Energy (Cewep), as emissões de mais de 200 milhões de toneladas de CO 2 equivalentes poderiam ser evitadas anualmen- te na Europa se todos os resíduos do continen- te tivessem destinação mais avançada do que o simples aterramento, responsável pela emissão de metano, o pior gás do efeito estufa. De acor- do com dados da Eurostat, atualmente, ainda 60 milhões de toneladas de lixo doméstico seguem para aterro na Europa e quase 200 milhões de t, se consideradas todas as correntes de resíduos (exceto o mineral). Para a Cewep, a mudança de destino desses resíduos para a solução de WTE permite a prevenção de 875 kg de CO 2 eq/t. No momento, com os 39 TWh de eletricidade e 90 TWh de calor gerados anualmente pelas usinas europeias de WTE, são evitadas 50 milhões de toneladas de emissões de CO 2 eq por ano.
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