Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019

12 Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 panorama O mapa exploratório do Brasil iniciou 2019 com uma área concedida de 257,6 mil km² distribuída por 328 blocos. O nú- mero inclui os 29 ativos arrematados no ano passado com contratos assinados e já não contempla as 40 áreas explorató- rias devolvidas à ANP ao longo de 2018. De acordo com levantamento feito pela  Brasil Energia , no início do ano, o país contava com 98,5 mil km² no mar e 159,1 mil km² em terra. Ao todo, são 182 blocos onshore e 146 offshore, operados por 42 petroleiras nacionais e estrangei- ras de pequeno, médio e grande portes. Apesar da retomada dos leilões, o segmento de exploração ainda sofre o impacto do longo período de jejum. Na comparação com 2018, tanto o número de blocos quanto a área total registraram queda, com menos 21 blocos e 32,4 mil km². Em 2005, o país chegou a ter mais de 500 blocos sob concessão. Além disso, há uma lista expressiva de blocos com cronograma de trabalho suspenso. Atualmente, entre os 328 pro- jetos de exploração, 94 têm prazo explo- ratório suspenso, o que representa qua- se 30% do total. A interrupção impacta 32 blocos marítimos e 62 terrestres, que, na prá- tica, ficam sem qualquer atividade. Os ativos estão distribuídos por 17 bacias – Acre (um), Alagoas (quatro), Alma- da (dois), Barreirinhas (três), Camamu (quatro), Espírito Santo (cinco), Foz do Amazonas (dois), Jequitinhonha (sete), Pará-Maranhão (dois), Paraná (quatro), Pelotas (quatro), Pernambuco-Paraíba (dois), Potiguar (um), Recôncavo (32), Santos (um), São Francisco (14) e So- limões (seis). A maioria das áreas suspensas é oriunda da 12ª rodada, realizada em 2013, compreendendo 27 blocos. A in- terrupção também impacta ativos conce- didos em outros nove leilões – 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 9º, 10º, 11º e 13º. A Petrobras é a petroleira com maior número de programas exploratórios suspensos, com 36 blocos nessa situa- ção, sendo 25 offshore e 11 onshore. A lista inclui outros 13 operadores: Petra (12), TOG (dez), Alvopetro (seis), Ros- neft (seis), Maha (seis), Equinor (qua- tro), Cemes (três), Cowan (três), Imeta- me (três), Brasoil (dois), Geopark (um), Shell (um) e Tek (um). Além dos ativos com prazo suspenso, oito blocos terrestres, localizados nas ba- cias Potiguar e do Recôncavo, estão  sub judice  (aguardando decisão judicial). Há ainda 50 blocos que têm a primeira fase do programa exploratório vencendo em 2019 e outras 23 áreas com a segunda fase expirando também neste ano. Em- bora 24 desses 73 ativos estejam sus- pensos, o fim das etapas do PEM pode implicar novas baixas ao longo do ano. Ainda há também  11 áreas com progra- ma de avaliação de descoberta em cur- so, cujo prazo expira em 2019. Em compensação, o governo progra- ma novos leilões para os próximos anos. Somente até o final de 2019, será ofer- tado um total 45 áreas, sendo nove em dois leilões sob o regime de partilha da produção e 36 na 16ª rodada. BACIA DE CAMPOS NA LIDERANÇA Dos 328 blocos sob contrato hoje, 315 são oriundos dos leilões de conces- são e 13, das rodadas de partilha. As áreas estão espalhadas por 22 bacias: Acre, Alagoas Almada, Barreirinhas, Ca- mamu, Campos, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Jequitinhonha, Pará- -Maranhão, Paraná, Parnaíba, Pelotas, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôn- cavo, Santos, São Francisco, Sergipe, Solimões e Tucano Sul. Com a retomada dos leilões, Campos voltou a liderar o ranking das bacias com maior número de blocos offshore, alcan- çando 24 áreas, sendo 21 sob o regime de concessão e três de partilha de pro- dução. No início de 2018, havia apenas 13 blocos contratados na região. Na sequência, estão as bacias de Santos e Barreirinhas, cada uma com 19 blocos. Desde o fim do ano passa- do, o número de áreas de partilha em Santos passou a superar o número de ativos exploratórios sob concessão na bacia, com a relação de dez para nove. No início de 2018, a região detinha 17 Como vai o mapa exploratório do Brasil? Levantamento mostra redução do número de blocos e área total contratados; ativos de partilha asseguram diversificação de petroleiras

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