Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 41 O mercado mundial de FP- SOs vive uma de suas me- lhores fases depois da cri- se do barril, iniciada em 2014. Enquanto grande parte da in- dústria fornecedora ainda sofre os efeitos da baixa, o segmento de na- vios-plataforma projeta média de dez a 12 novos projetos por ano até 2022, sendo 30% no Brasil e 30% no Oeste da África, com o restante se distribuindo pelo Golfo do Mé- xico, Ásia e Austrália. A reativação do mercado me- xe não só com as operadoras de FP- SOs, como também com estaleiros e boa parte da cadeia de fornecedores. Em termos de investimentos, o volu- me de encomendas previstas significa montante de US$ 15 bilhões a US$ 24 bilhões, já que o custo (capex) de um FPSO de médio a grande porte gira entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões. Boapartedos negócios noBrasil vi- rá, é claro, da Petrobras, que responde- rá por cerca de 90% das encomendas locais. Somente neste ano, a petroleira lançará editais de licitação para os FP- SOs de Itapu, Mero 3 e Sergipe-Alago- as. Também existe a possibilidade de a companhia optar por lançar a concor- rência deMero 4, casada coma terceira unidade do empreendimento. A tendência é que a Petrobras opte por contratar pelo menos uma das unidades sob o regime de BOT (Build Operate Transfer), no qual o afretador constrói, opera por três anos a cinco anos e, depois, repas- sa o equipamento para o operador do campo. Desde abril, a petroleira vem sondando empresas afretado- ras sobre seus interesses em relação à modalidade contratual. Fontes consultadas pela Brasil Energia afirmam que a Gerência- O MAR ESTÁ PARA FPSO S Impulsionado pela Petrobras, mercado registra forte crescimento e gera incertezas sobre capacidade de atendimento da demanda CLÁUDIA SIQUEIRA A experiência da Petrobras com BOT se resume à P-57
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