Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
42 Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 MERCADO -Executiva de Libra e a área de Supri- mento de Bens e Serviços estudam a possibilidade de adotar a estraté- gia de contratação para, pelo menos, uma das unidades programadas para serem licitadas neste ano, sendo que a aposta maior se volta ao FPSO de Itapu. Os primeiros editais devem ser lançados no segundo semestre. A experiência da Petrobras com BOT se resume à P-57, originalmen- te contratada com a Modec, e à P-63, que ficou a cargo da BW Offshore. A estratégia, a partir de agora, é diversi- ficar os modelos de contratação, bus- cando uma carteira mais equilibrada de FPSOs próprios e afretados. Programado para entrar em operação em 2023, o FPSO de Itapu terá capacidade para produzir 120 mil bopd. As unidades de Mero es- tão sendo dimensionadas para 180 mil bopd, com o primeiro óleo pre- visto para 2022 e 2024. Já o primei- ro FPSO de águas profundas de Ser- gipe está sendo projetado para pro- duzir 100 mil bopd a partir de 2023. Hoje, a Petrobras tem no mer- cado cinco FPSOs em processo de contratação: Búzios V, em nego- ciação direta com a Modec, Mar- lim 1 e 2, Mero 2 – já em fase de fechamento com a SBM – e Parque das Baleias. As licitações devem ser concluídas até junho. DIVERSIFICAÇÃO DE CLIENTES As projeções para 2020 no Brasil são ainda mais animadoras, já confir- mando o início da pulverização das contratações. No ano que vem, a Pe- trobras deve voltar ao mercado com o mesmo apetite, contratando de três a quatro novos FPSOs, incluindo a sexta unidade do campo de Búzios. Sinal de alerta Se, por um lado, o crescimento da demanda mundial renova os ânimos de fonecedores, por outro, acende a luz amarela para operadoras com primeiro óleo programado para os próximos anos. Isso porque há incer- tezas sobre a capacidade de atendi- mento das afretadoras, tendo em vis- ta os altos custos de financiamento e o restrito número de companhias de FPSOs – sobretudo no universo de unidades mais complexas para águas profundas e ultraprofundas. Uma questão sensível é a mus- culatura financeira das companhias depois de anos de dificuldades por conta da crise do barril.Antes da no- va onda de aquecimento, o mercado viu cair drasticamente o número de encomendas, a ponto de, em 2016, não haver um registro sequer de as- sinatura de contrato de afretamento de FPSO em todo mundo – o que não acontecia desde a década de 80. Embora empresas médias ve- nham tentando garantir mais espaço – principalmente no Brasil –, o seg- mento de FPSOs de grande porte se- gue dominado basicamente pelas gi- gantes Modec e SBM, que têmmaior capacidade de fabricação e acesso a financiamento. Juntas, as empre- sas constroem, no momento, cinco grandes unidades de produção e se preparampara assinar, cada uma, pe- lo menos mais um novo contrato no curto prazo com a Petrobras. A Modec tem três FPSOs em construção: dois para o Brasil, des- tinados aos campos de Sépia (Ca- rioca) e Mero 1 (Guanabara), e um para italiana ENI, que será instala- do no México. O grupo está ainda em vias de fechar um contrato de afretamento com a petroleira bra- sileira para Búzios V e participa da licitação de afretamento dos dois FPSOs de Marlim. Já a SBM fabrica as duas unida- des da ExxonMobil para o projeto de Liza, na Guiana. O primeiro FP- SO será entregue no final de 2019 e o segundo, ao fim de 2020, com iní- cio de operação previsto para 2021. Deixando para trás o jejum de quase três anos com a Petrobras em função do envolvimento em escân- dalos da Lava Jato, o grupo holan- dês deve ampliar sua carteira local em breve. A empresa apresentou a melhor taxa diária na licitação da petroleira para o afretamento do FPSO de Mero 2 e vem mantendo negociação direta. Entre outros players do mercado estão a Teekay, Ocyan, Bluewater, Bu- a SBM possui sete contratos no país, dos quais seis são com a Petrobras – Anchieta, Capixaba, Paraty, Maricá, Saquarema e Ilhabela – e um com a Shell (Espírito Santo)
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