Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019

44 Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 ENTREVISTA Carlos Mastrangelo OS PRIMEIROS PASSOS DOS FPSO S Premiado pela OTC 2019, o engenheiro Carlos Mastrangelo conta como foi o início da experiência da Petrobras com navios-plataforma JOÃO MONTENEGRO O engenheiro Carlos Mastrangelo recebeu no início de maio, nos Estados Unidos, o prêmio Distinguished Achievement Award for Indi- viduals da Offshore Technology Conferen- ce (OTC) pelo trabalho realizado na Petrobras visan- do à regulamentação e disseminação do uso de FPSOs. Em entrevista à Brasil Energia , o atual sócio-diretor da consultoria B-in Partners conta como foi o início da experiência da petroleira brasileira com navios-plata- forma no Brasil e seu pioneirismo no Golfo do México. Quais as principais motivações para o recebimento do prêmio da OTC? Ele se deve a uma série de atividades desde o meu primeiro envolvimento com FPSOs na década de 80 e, mais tarde, na área de projetos para o estabelecimento de um modelo de contratação de unidades afretadas. Também foi considerada relevante minha participa- ção no primeiro projeto de FPSO dos Estados Unidos. Apesar de ser um prêmio individual, os trabalhos em si foram realizados em equipe. Esse reconhecimento vale, portanto, para toda uma geração de brasileiros que se dedicaram com afinco e profissionalismo a es- sas atividades. O fato de a premiação acontecer neste ano tem algum simbolismo? A OTC completa 50 anos em 2019. Eu já havia recebido um reconhecimento da SPE [Sociedade de Engenheiros de Petróleo] pelo meu trabalho realiza- do no Brasil e nos Estados Unidos. Creio que o prê- mio da OTC está consolidando tudo isso, pois re- presenta uma premiação individual selecionada por todas as 13 principais sociedades profissionais do mundo, como a SPE, Sociedade Internacional de En- genharia Civil, Naval, Mecânica, Elétrica etc. A in- dústria de óleo e gás passou por momentos difíceis

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