Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019

Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 69 Itaguaí (124,4 mil bopd); e Cidade de Mangaratiba (109,3 mil bopd). FUTURO Com a conclusão de sua primei- ra fase de desenvolvimento, Lula começa a entrar em um momento no qual a gestão operacional será a principal tarefa para manter a pro- dução por, pelo menos, mais duas décadas, já que o campo tem con- trato de concessão válido até 2037. Em seu Plano de Negócios, a Pe- trobras estima investir US$ 4,6 bi- lhões entre 2019 e 2023 nas áreas de Lula e Cernambi, este último lo- calizado no mesmo bloco que deu origem ao campo, o BM-S-11. De acordo com a companhia, as ativi- dades serão focadas na manuten- ção da produção, com o objetivo de maximizar o fator de recuperação do campo. “Projetos complementares es- tão constantemente sendo estu- dados por nossas equipes de ge- renciamento de projetos e reser- vatório como forma de otimizar o resultado do ativo e melhorar o fator de recuperação do campo”, explicou a Petrobras via assesso- ria de imprensa. Também há investimentos a serem feitos na perfuração e com- pletação de poços e interliga- ção às plataformas para finaliza- ção do ramp-up das duas últimas unidades (P-69 e P-67) e manu- tenção da produção das demais. De acordo com o relatório anual da Galp, parceira no projeto, até o final de 2018 foram perfurados 125 poços (68 produtores e 57 in- jetores), dos cerca de 150 poços planejados para Lula. “A Galp e os seus parceiros es- tão empenhados em otimizar as suas operações, aproveitando a curva de aprendizagem para me- lhorar o desenvolvimento dos pro- jetos de Lula e Iracema e a fim de aumentar a taxa de recuperação dos recursos descobertos”, diz a companhia no documento. A petroleira portuguesa po- siciona o campo de Lula e a área de Mamba, em Moçambique, co- mo seus dois principais empreen- dimentos de E&P de seu portfólio global na atualidade. P-67 rumo ao campo de Lula, em Santos. FPSO com conteúdo nacional começou a produzir em fevereiro de 2019

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