Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 89 Biometano em SP Estudo de pesquisadores do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), que avaliou tecnologias de purifica- ção de biogás, concluiu que podem ser pro- duzidos quase 2 bilhões de Nm³/ano de bio- metano a partir da vinhaça da cana-de-açú- car no estado de São Paulo, suprindo 16,6% do consumo de gás natural do estado. Além disso, a substituição do gás natural e do die- sel nas usinas, pelo biometano, evitaria o lançamento de quase 4 milhões de tonela- das de gases de efeito estufa na atmosfe- ra, o equivalente a 5,5% das emissões pau- listas. Para chegar aos números, os pesqui- sadores criaram um modelo para avaliar o rendimento do processo de limpeza do gás. Etanol 2G: mito? Um estudo da organização inglesa sem fins lucrativos, a Bio- fuelwatch, afirmou que a aposta internacional no etanol celulósi- co de segunda geração, feito a partir de resíduos, se mostrou “fa- lha”. A publicação considerou como um mito a possibilidade de a solução substituir, ou pelo menos contrabalançar, a produção de biocombustíveis, atualmente em 99% deles produzidos de fontes de primeira geração, como milho, cana-de-açúcar e óleos vege- tais, como a palma e a soja. O estudo analisa 11 fábricas de esca- la comercial de biocombustíveis celulósicos, oficialmente comis- sionadas ou operando desde 2010, que ou fecharam ou nunca tiveram sucesso comercial. Uma das plantas de etanol 2G anali- sadas é no Brasil, da Raízen, em Piracicaba (SP), que, segundo a Biofuelwatch, opera com vários problemas técnicos e produzindo etanol bem abaixo da capacidade. A unidade - com capacidade total para 40 milhões de litros - utiliza a biomassa da cana para a produção do etanol, em vez do caldo. Em 2018, a Raízen divul- gou ter produzido metade, ou seja, 20 milhões de litros.
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