Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 93 O mercado de Unidades de Manutenção e Segurança (UMS) no Brasil está vol- tando a ficar agitado. De- pois da queda vertiginosa do nú- mero de unidades sob contrato no país e do hiato no processo de no- vas contratações, o segmento co- meça a trabalhar com boas pers- pectivas, a partir da retomada das licitações da Petrobras e da deman- da das companhias estrangeiras. Ainda que os primeiros sinais de reaquecimento sejam, de cer- ta forma, tímidos, o cenário pro- jeta mudanças concretas no curto, médio e longo prazos – seja com a Petrobras, petroleiras privadas ou operadoras de FPSOs. Até o fechamento desta repor- tagem, a Petrobras finalizava du- as licitações para a contratação de três UMSs, com a expectativa de voltar ao mercado no segundo se- mestre para afretar, pelo menos, mais duas unidades. A companhia também estava em vias de assinar contratos de três anos para o afre- tamento da Safe Eurus, da Prosafe, e da OOS Tiradentes, de proprie- dade da OOS International. Em breve, deve ser assinado o contrato de afretamento da UMS Olympia, da GranIHC, para apoio à P-50 – FPSO instalado no cam- po de Albacora Leste, na Bacia de Campos – pelo prazo de 90 dias a partir de setembro. O grupo apre- sentou o melhor lance no leilão re- verso da petroleira, com taxa diária de US$ 47 mil. A Gerência de Suprimento de Bens e Serviços da Petrobras, em conjunto com a área de E&P, avalia a possibilidade de contratação de mais duas UMS no segundo semestre. Es- tudos preliminares projetam deman- da por unidades de menor porte, com capacidade para acomodar en- tre 250 pessoas e 300 pessoas, visan- do diversificar a frota. As novas uni- dades seriam contratadas para entrar em operação apenas em 2020. IOC S Além da Petrobras, o mercado aposta na demanda das petroleiras privadas. A maior parte das com- panhias opera projetos mais anti- gos, que já demandam um volume maior de serviços de manutenção. A Shell, por exemplo, contra- tou recentemente duas UMSs pa- ra o Brasil da Hornbeck Offshore. Com capacidade para acomodar 75 pessoas, a Hos Brass Ring foi cedida à Petrobras e está apoiando a P-67, FPSO do pré-sal. Já a Hos Achiever vem operando junto ao FPSO Flu- minense, no campo de Bijupirá-Sa- lema, na Bacia de Campos. Outra empresa que ajuda a movi- mentar as contratações é a Equinor. A petroleira norueguesa acertou o afretamento da UMS Olympia para o campo de Peregrino. A unidade fi- cará responsável por dar apoio às ati- vidades de implantação da Fase 2 do projeto de desenvolvimento. Na outra ponta, surge também a demanda das operadoras de FP- SOs, que pode garantir novas cam- panhas no futuro. Para se ter uma ideia do potencial desse segmento, a Modec e SBM – as maiores opera- doras de FPSOs – respondem, jun- tas, pela operação de 18 unidades (17 FPSOs e um FSO). Recentemente, a Modec contra- tou a UMS Safe Concordia, de pro- priedade da Prosafe. A unidade reali- zou uma campanha de manutenção no FPSO Cidade de Niterói e vem dando apoio ao FPSOCidade de An- gra dos Reis, o primeiro do pré-sal, em operação no campo de Lula. Atualmente, estão em opera- ção seis UMSs no Brasil, três de- las com a Petrobras: a Tiradentes, cujo contrato de afretamento ex- pira em agosto; o Prosafe Notos, sob contrato até 2020; e Posh Xa- nadu, com contrato de curto prazo até agosto. Entre os anos de 2014 e 2015, mais de dez floteis chegaram a operar simultaneamente na cos- ta brasileira. n Ainda que os primeiros sinais de reaquecimento sejam, de certa forma, tímidos, o cenário projeta mudanças concretas no curto, médio e longo prazos
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=