Brasil Energia | Ed. 457 - Julho, 2019

30 Brasil Energia , nº 457, 1 de julho de 2019 E&P nadas pela petroleira permane- cerão no processo. O segundo estágio deve ter início apenas em 2022. Inicialmente, a Equinor pla- nejava lançar as primeiras con- sultas relativas a Pão do Açúcar a partir de 2020, depois de avan- çar com parte das demandas do sistema de Carcará. A petroleira vem mantendo conversas infor- mais com o mercado e prepara o lançamento de três concorrências para contratar a engenharia (FE- ED) do FPSO e sistema submari- no do projeto de desenvolvimen- to do cluster do pré-sal. FPSO EM OUTRA ETAPA No que diz respeito à unidade de produção de Pão de Açúcar, não há previsão para liberação da RFI destinada à consulta ao mercado. A estimativa é que a plataforma pro- duza um volume entre 15 milhões de m³/d e 20 milhões de m³/dia de gás, e que seu projeto siga a mes- ma estratégia desenhada para Car- cará - nesse caso, a Equinor convo- cou apenas a SBM e a Modec para discuti-lo, bancando todos os cus- tos iniciais da RFI. O conceito final da unidade de produção, incluindo suas especifi- cações técnicas, dependerá de co- mo será feito o escoamento e o pro- cessamento do gás. Omais provável é que o FPSO será contratado de- pois de 2021. GRANDE DESAFIO Pão de Açúcar é visto como um dos projetos mais complexos do offshore brasileiro. Não bastas- se a dificuldade para monetizar o enorme volume de gás descober- to na área a preços competitivos - sendo que o governo ainda discute as premissas básicas da abertura do setor -, o ativo está situado em lâ- mina d’água de 2,9 mil m, a maior de um projeto em desenvolvimen- to no país. O prospecto foi descober- to pela Repsol (antiga operado- ra do BM-C-33) em 2012, a par- tir dos trabalhos exploratórios re- alizados no bloco arrematado em 2005, na 7ª rodada da ANP. An- tes, a campanha na área já havia resultado em duas descobertas de menor porte: Seat, em 2010, e Gá- vea, em 2011. A Equinor assumiu em 2016 a operação da área, na qual mantém participação de 35%. A petroleira tem como sócias a Repsol (35%) e a Petrobras (30%) no projeto, cujo início de produção está programa- do para 2026. A norueguesa desenvolverá o BM-C-33 em fases, priorizando inicialmente o prospecto de Pão de Açúcar. Juntas, as três descobertas apontam para um volume de 1 bi- lhão de boe, sendo a maior parte de gás natural e uma parcela menor, de condensado. Além de Carcará e Pão de Açúcar, a Equinor opera o cam- po de Peregrino e outros sete blocos localizados nas bacias de Campos, Espírito Santo e San- tos, incluindo a área de Norte de Carcará, arrematada na 2ª roda- da de partilha da produção, em 2017. A petroleira detém ainda participações no campo de Ron- cador, em Campos, e em outros oito blocos, dois dos quais oriun- dos de leilões de partilha (Uira- puru e Dois Irmãos). A produção atual da compa- nhia no Brasil é de 83 mil boe/d. A projeção do grupo é alcançar, até 2030, volume entre 300 mil boed e 500 mil boed. n Terminal de Petróleo do Porto do Açu: local está no radar da Equinor para escoar produção de Pão de Açúcar

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