Brasil Energia | Ed. 457 - Julho, 2019

Brasil Energia , nº 457, 1 de julho de 2019 51 dades ambientais inerentes à região – o que demanda que as petroleiras solicitem aos órgãos ambientais esta- duais licenças para supressão vegetal na perfuração de poços e de captação de água subterrânea, por exemplo –, uma grande dificuldade é a logística. “Como é uma área remota, tu- do precisa ser feito por meio de he- licópteros e barcos; por isso, o pro- jeto precisa estar muito bem alinha- do para a logística não atrapalhar”, comenta Sebastião Caracas, gerente de Operações de Novos Negócios da Braserv, companhia contratada pela Rosneft para operação e manuten- ção de suas sondas no Solimões. A Rosneft é uma potencial candi- data a arrematar os blocos na bacia em análise para a oferta permanente, pois são vizinhos aos 13 blocos que a pe- troleira russa opera por lá – os únicos em exploração na bacia no momento. Em maio, a companhia iniciou a per- furação de um novo poço na região, o 1-RNB-4-AM, no bloco SOL-T-191. Desde 2016, a Rosneft conduz se- te planos de avaliação da descoberta no Solimões, visando estudar pros- pectos de gás, com previsão de tér- mino entre 2020 e 2022. Para prosse- guir com as atividades exploratórias, a petroleira deve estender por 18 me- ses o contrato com a Braserv, que ter- minaria em junho de 2019. Nos dois anos em que o contrato esteve em vi- gor, foram perfurados três poços. Antes de pertencerem à Rosneft, as concessões no Solimões foram operadas pela antiga HRT, atual Pe- troRio, que chegou a ter quatro son- das helitransportáveis em atuação nas áreas em 2011. As atividades, no entanto, deixaram uma série de pas- sivos ambientais que tiveram de ser assumidos pela companhia russa, co- mo o compromisso de recuperação das áreas que sofreram supressão ve- getal para perfuração de poços. A questão ambiental também foi uma preocupação da Petrobras du- rante o desenvolvimento da província de Urucu, no Amazonas. Além de ter montado uma central de tratamento de resíduos, a companhia realizou a recomposição da cobertura vegetal re- tirada nas atividades de perfuração e, após a instalação de cada poço, deixou apenas uma clareira aberta na flores- ta para abrigar os equipamentos. Para viabilizar o programa de replantio, a companhia montou um viveiro para armazenar as espécies nativas. Localizado a 650 km de Ma- naus, Urucu foi descoberto em 1986 e, hoje, detém a maior reser- va provada terrestre de petróleo e gás natural do Brasil. A região con- ta com a maior produção de gás do país, o Polo Arara, que compreende os campos Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Urucu. Emmarço, o po- lo entregou 9 milhões de m³/d do combustível. Hoje, o escoamento da produção é feitopor umconjuntode dutos de 663 km de extensão com capacidade para transportar até 5,5 milhões de m³/d de gás natural. A infraestrutura foi concluída em 2009, emmeio a relatos de funcionários que afirmam terem convivido com visitas de animais, co- mo onças e cobras, durante as obras. Antes disso, era preciso mais de uma semana para escoar a produ- ção por balsas de pequeno porte pelo rio Urucu até a cidade de Co- ari, às margens do rio Solimões, e dali, em balsas maiores, até a Refi- naria de Manaus (Reman). “Apesar dos desafios de logísti- ca e operação na Amazônia, o custo de extração de petróleo e gás natu- ral de Urucu está entre os menores do Brasil”, explicou a Petrobras em seu blog Fatos e Dados, ao comple- tar 30 anos de produção na região, em 2016. n Fase Empresa* Rodada Bacia Exploração Petrobras Rodada 7 Solimões Rodada 10 Amazonas Rodada 12 Acre Rosneft Rodada 7 Solimões Petra Energia Rodada 10 Amazonas Produção Petrobras Rodada 0 Amazonas Solimões Eneva Rodada 0 Amazonas 1 1 1 2 1 10 1 1 Áreas em concessão na região Amazônica Bacia(s): Todas / Rodada(s): Todas *Inclui apenas operadoras Bacia Todas Rodada Todas Petrobras Rosneft Eneva Petra Energia ÁREAS EM CONCESSÃO NA REGIÃO AMAZÔNICA

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