Brasil Energia | Ed. 457 - Julho, 2019
52 Brasil Energia , nº 457, 1 de julho de 2019 GÁS O s planos da PetroRecôncavo para a recuperação de cam- pos maduros no onshore nordestino chamam a aten- ção do mercado. Esses planos, entre- tanto, não preveem investimentos na produção de gás natural nos 34 ati- vos adquiridos na Bacia Potiguar, em 2018, por US$ 384milhões. Omesmo se repetirá nos campos da empresa na Bacia do Recôncavo, onde não há pre- visão de aumento de produção ou in- vestimentos em gás natural. À Brasil Energia , o presidente da companhia, Marcelo Magalhães, afir- ma que todo o investimento de US$ 150 milhões previsto para os ativos na Bacia Potiguar nos próximos três anos a cinco anos será direcionado apenas à recuperação da produção de óleo. A decisão se deve aos entraves re- gulatórios no setor.“Não há mercado para escoar essa produção ou expec- tativa de retorno para esse tipo de in- vestimento, quando o transporte do gás é um monopólio e a distribuição é um oligopólio”, explica. Por isso, as negociações inicia- das com a Potigás, distribuidora de gás natural do Rio Grande do Nor- te, ainda são feitas apenas com ba- se em hipóteses. O encontro com a diretoria da empresa, em maio, foi intermediado pela própria gover- nadora do estado, Fátima Bezerra. O Rio Grande do Norte passa por uma crise financeira, mas subsidia o fornecimento de gás industrial e tem interesse em encontrar alternativas de fornecimento mais baratas que o con- trato vigente coma Petrobras.A Petro- Recôncavo poderia ser essa alternativa, mas, antes, seria preciso construir um gasoduto paralelo à estrutura existente, ou realizar investimentos de vulto, que hoje não são viáveis para a companhia. Magalhães avalia que todos ganha- riam com mudanças regulatórias que facilitassemo acesso à rede existente de gasodutos e flexibilizassem o mercado de gás natural.“Indústrias e residências ganhariam uma fonte competitiva de energia, o estado atrairia investimen- tos, sem a necessidade de subsídios, e os produtores poderiammonetizar su- as reservas de gás”, observa. De acordo com dados da ANP, a produção total de gás natural nos 34 campos do Polo Riacho da Forquilha, em 2017, foi de 281 mil m³/d – bai- SEM REGRAS, SEM NEGÓCIO Petrorecôncavo não tem planos para produzir gás no Nordeste. A EPE também lista outras oportunidades represadas CARLOS VASCONCELLOS
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=