Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019

20 Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 DOWNSTREAM cial considerável de crescimento nos negócios de distribuição de combus- tíveis. “Estamos expandindo nosso negócio de varejo em regiões de rápi- do crescimento, como México, Indo- nésia e China”, assinala a britânica no relatório anual de 2018. No Brasil, além de atuar no E&P, com 24 concessões distribuídas pelas bacias de Barreirinhas, Campos, Foz do Amazonas, Potiguar e Santos, a BP fabrica lubrificantes e biocombustíveis e distribui combustíveis de aviação e marítimos. Ao final de 2017, a empre- sa formouuma joint-venture (JV) com a Copersucar para operar um termi- nal de tancagem de etanol emPaulínia (SP) e, em julho, uma JV com a Bunge focada emetanol e bioeletricidade. “A participação da BP no novo empreendimento aumentará os ne- gócios de biocombustíveis existentes da empresa em mais de 50%”, infor- mou a companhia. ENI Com importantes projetos de gás natural na África, a italiana Eni traba- lha para ampliar a integração de sua área de Gás e Energia com as opera- ções de downstream e upstream, a fim de buscar melhores margens na comercialização de óleo. “Planejamos acelerar o crescimento de nosso por- tfólio de GNL e alcançar 14 milhões de toneladas de volumes contratados até 2022”, estima a companhia em seu relatório de 2018. No refino, a ENI acredita que a lu- cratividade do negócio será impulsio- nada com a aquisição de 20% de par- ticipação no complexo de refino de Ruwais, nos Emirados Árabes Uni- dos. Prevista para ser concluída ao final de 2019, a operação aumentará em 35% sua capacidade de processa- mento de hidrocarbonetos. A petroleira europeia planeja, em paralelo, desenvolver projetos de mo- bilidade sustentável e novos combus- tíveis (baterias para veículos elétricos, hidrogênio e gás natural comprimi- do) e ampliar sua presença interna- cional na área de químicos, focando em tecnologias proprietárias emerca- dos em crescimento e desenvolvendo seu portfólio com produtos “verdes”. CHEVRON A norte-americana Chevron, por sua vez, alcançou importantes mar- cos no downstream em 2018. Entre eles estão o comissionamento de uma planta de hidrogênio na Refinaria de Richmond, nos EUA, avanços em um empreendimento de aditivos para lu- brificantes em Ningbo, na China, o comissionamento de uma unidade de craqueamento de etano do projeto de Cedar Bayou, no Golfo do Méxi- co, e a expansão de sua rede de varejo no México. No midstream, a petroleira asse- gurou capacidade de transporte por gasodutos na Bacia Permiana, nos EUA, visando maximizar valor antes de seu ramp-up de produção. Já sua empresa de shipping (transporte ma- rítimo) realizou a entrega do primei- ro componente modular do Projeto Future Growth, no Cazaquistão, em uma viagem de mais de 30 mil km. “Nosso portfólio de upstream é ancorado por grandes ativos de longo prazo com baixo declínio de produ- ção. Um downstream eficiente, com alto retorno, complementa o upstre- am”, observa a Chevron em seu últi- mo relatório anual. EQUINOR No ano passado, a Statoil resolveu mudar seu nome para Equinor, como parte de sua estratégia de tornar-se uma empresa de energia, para além do petróleo.Hoje, a norueguesa conta com três plantas eólicas offshore em atividade noReinoUnido e uma solar no Brasil, onde tambémopera o cam- po de Peregrino, que produz mais de 40 mil barris/dia. “O contexto energético deve con- tinuar volátil, caracterizado por vira- das geopolíticas. A resposta estratégi- ca da Equinor é criar valor pela cons- trução de umportfóliomais resiliente e diversificado”, enfatiza a companhia no relatório anual de 2018. SAUDI ARAMCO Uma das maiores produtoras de petróleo do mundo – com média de 13,6 milhões de boed em 2018 –, a Saudi Aramco é também uma das principais refinadoras de petróleo do planeta. Com isso, a empresa procura garantir demanda para sua produção de petróleo cru, além de capturar va- lor na cadeia de hidrocarbonetos. A petroleira opera, atualmen- te, três refinarias na Arábia Saudita e constrói uma nova no reino, onde ainda detém participação em cinco plantas operadas por outras empre- sas e possui centros de distribuição de combustíveis. Na petroquímica, a Saudi Aramcomantém joint ventures com empresas como a DowDuPont, ExxonMobil, Lanxess, Shell, Sinopec, Sumitomo e Total. “Estamos perseguindo uma es- tratégia para ampliar nossos negó- cios de ‘não-óleo cru’ e estreitar a in- tegração entre as operações de ups- tream e downstream.Vemos a diver- sificação de produtos e integração global como meio de fortalecer a re- siliência de nosso portfólio e entre- gar maior receita à companhia”, ex- plica a empresa saudita em sua pági- na na internet.

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