Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019
Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 19 gia, desenvolvendo projetos na área de energias renováveis, por exemplo. SHELL A Shell é umdos grandes exemplos de integração no setor.A petroleira an- glo-holandesa –que, aomenos noBra- sil, é mais reconhecida por sua atuação na distribuição de combustíveis que no E&P – comercializa gasolina, diesel, combustível de aviação, combustível marítimo, GNL, lubrificantes, betume e enxofre em diversos países, além de etanol de cana de açúcar no Brasil pela Raízen, sua joint-venture comaCosan. “Nossa estratégia é fortalecer nos- sa posição como uma companhia lí- der em energia, provendo óleo, gás e energia de baixo carbono, na medida emque o sistema de energia domun- do se transforma”, afirma a petroleira em seu relatório anual de 2018. Somente no ano passado, a Shell anunciou o início de operação de uma unidade de craqueamento de etileno na China, em parceria com a CNOOC, e de uma unidade de ole- finas em sua planta petroquímica de Geismar, nos EUA. Dos US$ 24 bilhões faturados pe- la anglo-holandesa em 2018, US$ 7,6 bilhões vieramdo downstream e US$ 11,4 bilhões, da área de Gás Integrado (Integrated Gas), ante US$ 6,98 bi- lhões do upstream. EXXON Maior petroleira do mundo, a ExxonMobil é também bastante reco- nhecida por sua atuação no segmento, sob as marcas Exxon, Mobil, Synergy, Esso e Mobil 1. O grupo possui 21 re- finarias localizadas em 14 países, com capacidade de processamento de 4,7 milhões de barris/dia, além de unida- des de lubrificantes com capacidade para produzir 128 mil barris/dia “A integração da ExxonMobil, in- cluindo logística, comercialização, re- fino e marketing aumenta nossa ca- pacidade de gerar retorno através da cadeia de valor tanto nos negócios de combustíveis como de lubrificantes”, afirma a norte-americana em seu úl- timo relatório anual. A major prevê que, nas próximas duas décadas, a demanda por pro- dutos químicos deve superar o cres- cimento do PIB mundial e a deman- da por energia e que a demanda por químicos crescerá aproximadamente 45% nos próximos dez anos. Em2018, a Exxon faturouUS$ 9,3 bilhões no downstream e na área de Químicos (Chemical), contra US$ 14 bilhões no upstream. TOTAL A partir de 2019, a francesa Total passou a reportar os resultados de gás (upstream) e GNL – até então incluí- dos no E&P – em combinação com o downstream, energias renováveis e elé- trica, formando a área IGPR.“Ogrupo continua a se expandir ao longo da ca- deia de valor de gás integrado e eletrici- dade de baixo carbono”, ressalta a com- panhia no relatório anual de 2018. No ano passado, a Total adquiriu a Direct Énergie, empresa francesa que atua nas áreas de geração e distribuição de eletricidade, gás natural e energia renovável. Nos próximos anos, plane- ja crescer no setor petroquímico, com projetos em estudo para os EUA, Ará- bia Saudita, Coreia do Sul eArgélia. “A Total também segue expandin- do seu negócio de Comercialização e Serviços em áreas de grande cresci- mento, notadamente noMéxico, Bra- sil e Angola”, destaca a petroleira, que faturouUS$ 5,8 bilhões no downstre- am em 2018. No upstream, a receita foi de US$ 10,2 bilhões. BP ENERGY Com atuação nos segmentos de combustíveis, lubrificantes e petro- química, além da área de energias re- nováveis, a BP Energy enxerga poten- U-39 da Rlam (BA), refinaria que será vendida integralmente pela Petrobras
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