Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019
44 Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 TÉRMICAS A oferta de energia termelé- trica a gás natural começa a crescer no Brasil. Com o começo de um processo de abertura do mercado, as usinas térmicas são vistas como forma de viabilizar novos projetos, seja por meio do aumento da produção nos campos existentes, seja pela impor- tação de GNL. Terceiramaior produtora de gás na- tural do país, a Shell avalia oportunida- desparaaumentar suaparticipaçãones- se mercado. E as térmicas fazem par- te dessa estratégia. A empresa faz parte do consórcio da termelétrica deMarlim Azul, emMacaé, no Rio de Janeiro, em sociedade comaMitsubishiHitachi Po- wer Systems e coma Pátria Investimen- tos. O projeto, orçado emUS$ 700 mi- lhões, vai entrar em operação em 2022, comcapacidade total de 565MW. Além disso, a companhia ava- lia novos projetos termelétricos. O presidente da empresa no Bra- sil, André Araújo, admitiu publi- camente que estuda propostas para participar do leilão de energia A-6, em outubro deste ano, com proje- tos térmicos que ajudariam a Shell a escoar sua produção de gás. Outra empresa interessada nas oportunidades do leilão A-6 é a Eneva. A companhia tem um pro- jeto próprio de usina térmica a gás inscrito junto à EPE. Além disso, negocia a participação em outros dois projetos cadastrados para o leilão, com outros sócios. A empre- sa não revela a potência oferecida ou a localização dos projetos. A companhia, que opera no mo- delo Gas-to-Wire, quer dobrar sua capacidade de geração instalada até 2023. Atualmente, possui um parque instalado de 2,2 GW no Maranhão, que consome até 2,2 milhões de m 3 /d de gás natural, quando as usinas es- tão despachando 100% de energia. A empresa tem mais dois projetos em construção. Oprimeiro é a usina Par- naíbaV, com385MWde capacidade, que deve começar a gerar energia em 2024, consumindo o gás das jazidas da Bacia do Parnaíba. O outro é o de Jaguatirica II, previsto para entrar em operação em 2021, com 132,3 MW de capa- cidade instalada. O consumo diá- rio projetado é de 600 mil m 3 /d. A usina servirá para abastecer o esta- do de Roraima, e vai escoar a pro- dução da companhia no Campo de Azulão, no Amazonas. Outras usinas se encontram em estágio avançado e devem começar Ministro Bento Rodrigues em visita às obras da térmica GNA, de 1,3 GW GÁS NATURAL Usinas a gás representaram menos de 50% da geração térmica no sistema interligado do país nos cinco primeiros meses de 2019 POR CARLOS VASCONCELLOS GERAÇÃO SERÁ ÂNCORA PARA NOVOS PROJETOS DE
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