Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019
86 Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 DO POÇO AO POSTE A Eneva inicia neste mês de agosto a perfuração dos po- ços de desenvolvimento de Azulão, na Bacia do Ama- zonas. Replicando o conceito de re- servoir-to-wire (R2W) adotado pelo grupo na Bacia do Parnaíba, o campo abastecerá a usina termelétrica (UTE) Jaguatirica II, emBoaVista (RR), a 1,1 mil kmde distância, fornecendo ener- gia para o sistema isolado de Roraima. Orçado emR$ 1,8 bilhão e progra- mado para entrar emoperação em ju- nho de 2021, o projeto integradoAzu- lão-Jaguatirica contemplará o desen- volvimento do campo adquirido da Petrobras em 2018, além da constru- ção da térmica e das instalações liga- das ao sistema de tratamento e lique- fação do gás. Peça fundamental para atendi- mento ao crescimento da demanda local de energia, o sistema garantirá produção de até 600 mil m³/d de gás para a geração de até 126 MW – vo- lume máximo que será demandado nos períodos em que a térmica fun- cionará com 100% de despacho. AcampanhadeperfuraçãoemAzu- lão será realizada pela sonda QG-VIII, daConstellation, e envolverá a execução de dois a três poços, que serão perfura- dos próximos aos existentes.O trabalho terá duraçãode até quatromeses. A sonda QG-VIII começou a ser mobilizada para locação nos primeiros dias de julho, quando teve início o tra- balho de montagem da base de apoio à operação. O equipamento foi trazi- do deManaus (AM) por carretas, e sua entrada em operação depende apenas da aprovação da licença ambiental. O início da campanha marcará a retomada das atividades de per- furação da QG-VIII após um jejum de cerca de um ano. O último tra- balho da sonda foi executado para a Rosneft, na Bacia do Solimões. Em paralelo à campanha, a equi- pe de reservatório da Eneva segue trabalhando na reinterpretação dos dados sísmicos do campo. O grupo avaliará também o resultado dos po- ços e ficará responsável por indicar a solução final sobre o número de po- ços de desenvolvimento. DETALHAMENTO DAS FRENTES No polo de Azulão, que abrange os municípios de Silves e Itapiranga, a Eneva instalará um terminal de lique- fação e um sistema de tancagem de GNL. Já em Roraima, além da usina, o complexo local contará com uma planta de regaseificação do combustí- vel e outro sistema de tancagem. Concomitantemente à campa- nha de perfuração, será iniciada, no Polo Boa Vista, a terraplena- gem no terreno para receber a tér- mica, cujas obras estão a cargo da Techint. As máquinas de liquefação serão fornecidas pela empresa ar- gentina Galileo, e os equipamentos críticos da UTE pela, Siemens. Em breve, a Eneva irá ao mercado para contratar a construção das plan- tas de liquefação e de regaseificação do gás, além das unidades de tancagem. Todo o gás produzido em Azulão será liquefeito e armazenado para ser transportado emcaminhões com tan- ques criogênicos até as instalações da UTE. O projeto prevê a utilização de 110 carretas de transporte, que cruza- rão a BR 174 (Manaus-BoaVista). PROJETO DE MUITOS MARCOS O início de operação do projeto garantirá marcos importantes tanto AVANÇO EM NOVA FRENTE Eneva inicia trabalhos para desenvolvimento do campo de Azulão, seu primeiro projeto integrado de energia fora do Maranhão POR CLÁUDIA SIQUEIRA
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