Brasil Energia | Ed. 459 - Outubro, 2019

38 Brasil Energia , nº 459, 15 de outubro de 2019 MERCADO LIVRE Em média, segundo Guimarães, com contratos de médio e longo prazo (a empresa evita o curto pra- zo), há uma economia de até 20% frente às tarifas do mercado regula- do. Apesar da maioria das unidades serem classificadas como especiais, há algumas unidades na faixa de li- vres, com cargas acima de 3 MW, o que deve aumentar com as mudan- ças de limite ocorridas a partir de julho para 2,5 MW. Mas a pegada ambiental do grupo espanhol Telefônica, con- troladora da operadora, deve in- fluenciar para que a empresa evite compra de energia não-renovável, como consumidora livre. Isso por- que o controlador tem objetivos globais de utilização de energia re- novável. “Estamos constantemen- te em busca de iniciativas que con- sigam alavancar estes objetivos”, pontua Guimarães. O consumo de energia da Vi- vo, em aproximadamente 35 mil sites em 2018, foi de aproxima- damente 1,8 TWh. Este consumo está distribuído em centrais, edi- fícios administrativos, estações radio-base, data centers e lojas. A operação brasileira da Telefôni- ca responde por 28% da energia utilizada pelo grupo e é conside- rada fundamental para o cum- primento das metas de baixo car- bono da Telefônica. COMERCIALIZADORAS APOIAM VAREJISTA OBRIGATÓRIO E AGREGADOR DE CARGAS As comercializadoras, via de re- gra, apoiam a proposta da CCEE e do MME de obrigar a representa- ção via varejista para as cargas até 1 MW, caso da própria AES Tietê e da Comerc, uma das principais da área, commais de mil clientes, 2100 unidades, mas apenas 12 ativos co- mo varejista (4,85 MW). De acordo com o vice-presi- dente da Comerc, Marcelo Ávi- la, trata-se de uma necessidade principalmente por conta do al- to número previsto de consu- midores elegíveis nesse perfil de carga, de 500 kW até 1 MW, que seriam por volta de 187 mil, se- gundo levantamento divulgado pela Abraceel. Para ele, essa fai- xa comportaria o perfil de clien- tes para os varejistas em uma fa- se inicial, sendo que numa etapa posterior, quando aberto de fato o mercado, a representação po- deria ser limitada aos consumi- dores até 500 kW (proposta de- fendida pela Abraceel). Mas além do papel do comer- cializador varejista, Ávila vai mais longe e lembra que a figura do agregador de carga, que no mo- mento não está sendo discutida, também aliviaria muito os traba- lhos da CCEE e daria mais con- forto para o crescimento do mer- cado livre. Nesse caso, o agrega- dor se encarregaria pelas respon- sabilidades burocráticas de ges- tão e crédito de agentes, passando a ser o único interlocutor com a Câmara, mas sem precisar assu- mir todo o risco das operações, como ocorre atualmente com os varejistas. “Todos esses movimen- tos para simplificar são normais e necessários”, diz. Atualmente há apenas 15 em- presas habilitadas na CCEE como varejistas, com 130 ativos, sendo 109 de consumo e 21 de geração, representando 92,6 MW e 418,6 MW, respectivamente. No momen- to, há mais 19 empresas em proces- so de habilitação. n Operação brasileira da Telefônica é fundamental para suas metas de baixo carbono, incentivando a compra de renováveis

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