Brasil Energia | Ed. 459 - Outubro, 2019

64 Brasil Energia , nº 459, 15 de outubro de 2019 P&D A pós anos em queda devi- do à crise do setor, os in- vestimentos em pesquisa, desenvolvimento e inova- ção (P,D&I) voltarão a crescer, mas com características diferentes das observadas nas primeiras duas dé- cadas de vigência da lei que obriga as petroleiras a destinarem recursos para essas atividades. Uma primeira mudança será o aumento da participação das ope- radoras privadas. Entre 1998 e ju- nho de 2019, a Petrobras foi res- ponsável por 89,51% dos aportes obrigatórios, mas esse percentu- al já cai para 77%, se considerado somente o segundo trimestre des- te ano. Dados da ANP mostram que, em 2018, a estatal investiu R$ 1,53 bilhão via cláusula de P,D&I, alta de 50% em relação a 2017. No en- tanto, o crescimento dos aportes de outras companhias foi de 80% na mesma base de comparação, totali- zando R$ 483 milhões no ano pas- sado. Para 2019, a ANP estima que os investimentos mandatórios to- tais alcançarão R$ 2,6 bilhões. “Outras empresas podem tra- zer novas visões. Podemos esperar uma diversidade maior de projetos, mas ainda é cedo para dizer como isso vai se concretizar”, diz Raphael Telles, diretor de Relações Institu- cionais da F. Iniciativas, consulto- ria que assessora empresas na ges- tão de recursos de P,D&I. No primeiro semestre de 2019, Petrobras, Equinor, Petrogal, Shell e Repsol apresentaram 242 projetos à ANP com uso dos re- cursos obrigatórios, dos quais 155 tinham como foco a área de E&P. MUDANÇA DE PERFIL NA PESQUISA Entrada de novas operadoras no mercado impactará atividades que contam com recursos do setor petróleo GABRIELA MEDEIROS

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