Brasil Energia | Ed. 459 - Outubro, 2019

Brasil Energia , nº 459, 15 de outubro de 2019 65 Outros 13 são voltados ao abaste- cimento, quatro ao gás natural e quatro aos biocombustíveis, além de outros relacionados a temas transversais do setor, como segu- rança e meio ambiente. O projeto mais caro apresenta- do no período é da Petrobras, que propôs a aplicação de R$ 63,4 mi- lhões para a modernização do su- percomputador Santos Dumont. Na segunda posição, com R$ 36,6 milhões, está uma parceria entre Shell e Halliburton com foco em análise digital de rochas. Especialistas apontam para mu- danças nas características das pes- quisas. “Muitas empresas têm aber- to linhas de pesquisa, mas não com finalidade teórica, e sim prá- tica, com foco em colher os fru- tos das tecnologias em curto pra- zo. Isso é diferente de alguns anos atrás, quando havia mais pesquisas na área acadêmica”, observa Fábio Vieira, responsável por Produtos de Gestão de Ativos da Atech. Nos próximos anos, trabalhos ligados à exploração em águas pro- fundas e ao melhor aproveitamen- to do gás natural devem ganhar protagonismo. Também há expec- tativa quanto a novos projetos so- bre fontes renováveis de energia, já que as petroleiras têm buscado ca- da vez mais diversificar seus negó- cios para além do óleo e gás. “O mercado está investindo nis- so para garantir uma sustentabili- dade não apenas ambiental, mas também do seu negócio”, explica Marco Gonçalves, gerente de Con- tas Estratégicas da Fluke, que apoia pesquisas do centro de pesquisas da Petrobras (Cenpes). Cientista da Petrobras: participação da estatal nos investimentos obrigatórios em pesquisa já está caindo

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