Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 33 O projeto de modernização de Itaipu Binacional deve demandar investi- mento superior a US$ 700 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões), a serem aplicados nos próximos 10 a 14 anos. As chamadas “ações estruturantes”, já em cur- so, vão consumir mais de US$ 40 milhões e a modernização tecnológica está orçada em US$ 660 milhões. De acordo com o superintendente de En- genharia do lado brasileiro da usina, Alexan- dre Cezario, a licitação para a escolha dos responsáveis pela obra, dividida em três lo- tes, está prevista para acontecer ainda este ano ou, no máximo, no primeiro bimestre de 2020. A modernização visa a atualizar os equipamentos com 30 anos ou mais de uso, mas não prevê aumento da potência instala- da da usina, de 14 mil MW distribuídos entre 20 turbinas de 700 MW cada. Cezario explicou que a modernização, embora não preveja aumento de potência, vai assegurar que Itaipu, no mínimo, man- tenha seu atual nível de disponibilidade, de 97% - um dos mais elevados para grandes hi- drelétricas. “Para manter esse nível de dispo- nibilidade precisamos fazer a atualização tec- nológica”, explicou. As “ações estruturantes” que estão sendo feitas como pré-requisitos à atualização tecno- lógica dos equipamentos incluem a moderni- zação de itens como as pontes rolantes e pórti- cos usados para movimentar os componentes das turbinas durante os serviços de manuten- ção, o sistema de proteção das 4 barras de 500 kV da subestação isolada a gás SF6, o sistema de proteção das 8 linhas de transmissão de 500 kV e o sistema SCADA/EMS que faz o contro- le operacional da usina, já totalmente digital. Para a obra de atualização, que inclui a mo- dernização das unidades geradoras, das compor- tas que controlam os vertedouros e das tomadas de água da usina, já foi feita no final do ano pas- sado a chamada etapa zero, que consistiu na pré- -seleção dos consórcios que participarão da lici- tação. Cezário disse que uma equipe multidisci- plinar, formada por engenheiros brasileiros e pa- raguaios da própria usina vêm trabalhando nos últimos anos nos estudos do que será feito. Dividida em três lotes, a licitação terá os seguintes consórcios: Lote um - Andritz- -ABB, CATI (Voith, Siemens e Engie) e GE (GE Hydro, Grid Soluções). Lote dois - Al- to Paraná, Concret Mix S.A., Tecnoedil S.A. e Consórcio Proel-Ingelmec. Lote três - Rie- der & Cia. e Consorcio de Ingeniería CIE S.A. USINAS TURBINADAS Além da gigante Itaipu, usinas de companhias como Furnas e CTG passarão por planos bilionários de modernização CHICO SANTOS

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=